Afinal, que futuro estamos construindo como mulheres?

Oito mulheres que admiramos nos ajudam a pensar que tipo de futuro estamos construindo
mulheres futuro feminista

Foto: RevistaTPM

Cada mulher é única e cheia de experiências ricas que podem acrescentar - e muito - à vida e ao cotidiano de outras mulheres. Opiniões fortes e embasadas precisam cada vez mais serem compartilhadas entre nós para que, juntas, possamos construir um futuro mais inclusivo, tolerante e feminista para as próximas gerações que virão.

Para pensar a vida nesse arco de tempo, a revista TPM convidou oito mulheres que admiramos e que têm representatividade em suas áreas de atuação.: Domenica Dias, a poeta Alice Ruiz, a programadora Lauren Pachaly, a obstetriz Ana Cristina Duarte, a psicanalista Noemi Moritz Kon, a youtuber Nátaly Neri, a ativista Tabata Amaral de Pontes e a escritora e psicanalista Regina Navarro Lins.

Veja as opiniões delas perante diversos temas relevantes para as mulheres e confira a matéria na íntegra aqui:

Domênica

Foto: Reprodução/TPM

Aos 18 anos, a filha da advogada Eliane Dias e do rapper Mano Brown, Domenica Dias, mantém uma grife de street wear junto com o irmão, Jorge, e está cursando artes cênicas na Unesp. Sua vivência, rica em contrastes, lhe deu uma visão muito madura a respeito da complexidade do mundo e dos caminhos que precisamos percorrer até um ambiente mais igualitário. “As pessoas se matam pra conseguir uma coisa que você faz com facilidade porque é privilegiado, e não deveria ser assim.”

 

Alice

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Alice Ruiz tem 72 anos, começou a escrever contos aos 9, versos aos 16, e publicou seu primeiro livro, Navalhanaliga, aos 34, em 1980. Mas, antes disso, desde os anos 70, escrevia sobre questões feministas, as quais abundam em sua obra – e aqui, em nossa conversa. “Se a gente se libertar, os homens também se libertam. Os homossexuais se libertam. O diferente se liberta.”

 

Lauren

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Lauren Pachaly, 37 anos, é programadora e gerente de marketing do Google no Brasil. Ela enxerga nos algoritmos o caminho para um futuro feminino e defende a importância de mais mulheres nos bastidores da tecnologia.“A gente precisa de mais engenheiras mulheres, engenheiros gays, engenheiros negros; de diversidade e inclusão”

Ana Cristina

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Mãe de dois filhos, Ana Cristina Duarte, 52 anos, é obstetriz, educadora perinatal e palestrante sobre parto humanizado. Ela reflete e discute sobre como a gestação, o nascimento de bebês e o período posterior ao parto acontecem hoje no país. “Existe uma potência no gestar, no parir, no amamentar comparável à energia nuclear, porque ela se expande infinitamente.”

Noemi

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Noemi Moritz Kon, 57 anos, autora do livro Freud e seu duplo: reflexões entre psicanálise ?e arte, é psicanalista e doutora pela USP e investiga a relação da obra do fundador da psicanálise com ?as questões do feminino. “Freud fala que o aparelho psíquico do humano não é feito para a felicidade. No máximo, a gente diminui a infelicidade. A gente fica feliz, mas a felicidade não se perpetua no momento seguinte e não vai demorar para que estejamos atrás de alguma outra coisa”

Nataly

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Nátaly Neri, 23 anos, é estudante de ciências sociais e comanda o Afros e Afins. No canal do YouTube, que conta com mais de 350 mil seguidores, ela aborda temas que discute na universidade e nos espaços de militância negra e feminista, além de também falar de moda e beleza.” “Mas é fundamental para um futuro melhor contar com a galera que tenha estômago para apontar um dedo na cara, para falar alto, para botar o pé na porta. As duas coisas têm que coexistir.”

Tabata

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Tabata Amaral de Pontes, 24 anos, cresceu na periferia de São Paulo, representou o Brasil em cinco olimpíadas internacionais de ciências e se graduou na universidade Harvard (EUA). A paulistana é cofundadora do VOA!, projeto que prepara alunos de escolas públicas para olimpíadas científicas; do Acredito, movimento de renovação política; e do Mapa Educação, que luta por um ensino de qualidade para todos os brasileiros. “Cada vez que você olha para um morador de rua e não sente nada, um pedacinho seu vai embora.”

 

Regina

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Regina Navarro Lins, 69 anos, é psicanalista e autora de 12 livros, entre os quais A cama na varanda. Uma das maiores referências brasileiras quando o assunto é relacionamento e sexualidade, faz palestras por todo o país, participa do programa Amor & sexo, da TV Globo, e do Em pauta, da Globonews.  “Não tenho dúvida de que a tendência é a bissexualidade. Acho que pode demorar 20, 30 anos, não dá pra precisar, mas, pelos sinais, é para lá que vamos.”

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