Você tem vergonha de ler "50 tons de cinza"?

Vergonha de ler “50 tons de cinza”

Foto: Kate Kunz/Corbis

O best-seller erótico ‘50 Tons de Cinza’, da escritora britânica E.L. James, é o fenômeno literário do momento e não há como negar! No Brasil, vendeu mais de 300 mil exemplares desde seu lançamento. E mundialmente, mais de 40 milhões de cópias.

O motivo? A história com pitadas de romance inocente e doses de sexo para lá de picantes caiu no gosto de inúmeras mulheres - e até de homens - que desejam se aventurar nas deliciosas descobertas sexuais da jovem Anastasia Steele que se entrega aos jogos de submissão com o sedutor bilionário Christian Grey.

Mas, embora ‘50 Tons de Cinza’ tenha despertado o interesse de tantos leitores, há quem tenha vergonha de ler o conteúdo em ambientes públicos. Isso mesmo! As páginas safadinhas deixam muitas mulheres constrangidas.

Um exemplo é a publicitária Janaina Moreira, 23 anos, que é fã da trilogia, mas descarta a possibilidade de ler fora de casa. "No início eu levava para alguns lugares, mas sentia-se incomodada com os olhares. Parece que o fato de você estar com o livro em mãos chama mais a atenção dos homens. Porém, algumas mulheres também me olhavam com olhar crítico", relata.

Ela acredita que o motivo de tais olhares é pelo fato de que as pessoas sabem do que se trata a história, por meio da divulgação da mídia. "Era como se me olhassem achando que sou uma pervertida sexual. Era horrível. Vejo algumas mulheres lendo em público, mas eu perdi a coragem", conta.

Diferente de Janaina, a recepcionista Patricia Holland, 30 anos, garante que não tem vergonha em ler livros com uma pegada erótica. "Sou ser humano. Não tenho por que sentir vergonha de uma atividade tão preciosa e enriquecedora que é a leitura", afirma ela.

Para Patrícia, criticar quem lê ‘50 Tons de Cinza’ e outras publicações eróticas é algo muito preconceituoso. "Este tipo de leitura deveria ser mais apreciado, até por conta da quebra de tabu. O fato de ser uma leitura erótica não significa que não tenha conteúdo. Algumas pessoas pensam que esses livros trarão palavras obscenas e histórias de baixo nível, e na realidade não é nada disso", avalia.

A recepcionista afirma que a leitura é tão saudável quanto qualquer outra. "Tenho certeza de que muitas das pessoas que poderão vir a criticar, nem ao menos sabem a que se refere o livro", opina.

Por Stefane Braga (MBPress)

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