Troca de casais saiu de moda?

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Swing

Foto: Chev Wilkinson/cultura/Corbis

Há algum tempo, o swing entrou em evidência na mídia, com diversas reportagens e debates a esse respeito. Hoje o tema deu uma esfriada, mas será que os casais continuam aderindo à troca de casais? Será que foi apenas uma modinha?

Segundo Marcos Entrenós, proprietário da primeira boate carioca exclusivas para casais, a "2a2", a mídia não teve efeito. "Ela em nada influenciou, ou influencia, os casais que pretendem praticar esta ou aquela fantasia", explica ele, que acredita que a sociedade não está preparada para esse tipo de liberdade.

O swing, como qualquer outra fantasia sexual, pode apimentar (e muito!) uma relação. Mas isso depende bastante dos acordos que os envolvidos resolvam colocar em prática. "A regra mais importante a ser tomada é o que pode ou não ‘rolar’, tanto entre os parceiros quanto entre o outro casal", explica o proprietário.

Marcos, que escreveu o primeiro livro sobre swing lançado no Brasil em língua portuguesa ("Um Casal Entre Nós", Editora Livro Pronto), conta que sua pesquisa com mais de 11 mil casais mostrou que toda relação fixa e monogâmica com mais de um ano, em média, precisa de uma fantasia sexual para continuar viva. "Não necessariamente o swing, mas uma fantasia em que ambos estejam de acordo e que não traga nenhum prejuízo moral, físico ou emocional para as partes envolvidas", explica.

Segundo ele, quando nenhuma inovação na relação acontece, ela fica morna e segue por um de três caminhos: sexo ocasional (causando insatisfação de, ao menos, uma das partes), traição (o que é mais comum) ou separação. É importante que para acrescentar algo diferente na relação, ambos estejam de acordo, concordando com todas as nuances da fantasia. Caso isso não aconteça, a insatisfação tende a ser cada vez maior e o objetivo vai por água a baixo.

No quesito ciúme, pode ser mesmo complicado suportar o peso do swing, mas talvez isso não seja tão ruim. "No caso específico do swing e do exibicionismo, o ciúme faz parte da fantasia. Em minha teoria, este sentimento é um dos principais temperos do swing", conta Marcos. E mesmo que essa possessividade não integre sua lista de fetiches, talvez seja interessante transformar o ciúme em satisfação por seu parceiro estar se divertindo com outra pessoa tanto quanto você.


E, se você realmente optar por experimentar uma noite de swing, não se sinta forçada a fazer nada. Você e seu parceiro são livres para realizar o que quiserem e o que não quiserem também. "A dificuldade de encontrar outro casal para a prática do swing é a mesma de um solteiro ou solteira sair à noite e encontrar uma pessoa bacana para namorar ou ter apenas uma transa", diz o proprietário da "2a2".

Sendo assim, apimentar a relação depende apenas de uma boa conversa entre os parceiros, observando sempre as necessidades e pontos fracos de cada um. É importante escolher bem o local onde se vai procurar por esse tipo de experiência, sempre optando pelos mais conceituados, e não fazer (nem permitir) qualquer pressão psicológica sobre o parceiro.

A partir daí é só ir quebrando o gelo, se acostumando às emoções a toda essa coisa nova e descobrir até onde você pode ir e quanto prazer pode sentir. Isso vale, não apenas para o swing, mas para qualquer prática sexual que você resolva tentar.

Marcos Entrenós, proprietário da primeira boate carioca para casais, a "2a2".

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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