Tele-sexo: uma alternativa para namoros à distância?

Tele sexo

Você está com os hormônios à flor da pele e aquela vontade de sexo não te deixa em paz. Mas, ao mesmo tempo, não vê como resolver a situação de forma, digamos, física. Uma opção pode ser o tele-sexo. Fácil e seguro, a prática tem tudo para consumar o seu desejo. Quem entende do assunto, garante.

Alexandre Nunes, responsável pelo site www.dicasdesexo.com.br diz que a opção é boa para casais que moram longe um do outro. “Geralmente começa com um papo suave que vai aumentando de intensidade até que as pessoas ficam realmente bastante excitadas”, conta. Ele acredita que a prática pode até substituir o tradicional, em raros casos. “A timidez é vencida pelo telefone. E nas vezes que falta alguma coisa para efetivar o sexo presencial, está pode ser a alternativa”.

Os cinco sentidos do corpo, largamente estimulados no sexo tradicional, perdem a força quando tudo que se tem é o blá-blá-blá. Nesse caso, o sentido mais aguçado é o da audição. “Intuitivamente, as pessoas percebem a inflexão da voz do parceiro, o tempo de resposta, a respiração. Normalmente as mulheres ficam com uma voz mais grave, quando excitadas, falam mais baixo e demoram mais a responder”, diz Alexandre.

Quando estimuladas, as mulheres começam a falar coisas mais pesadas com muito mais facilidade do que falariam a sangue frio. E essa é a grande vantagem da prática. “A criatividade, apimentada pela ansiedade, quebra a rotina”, indica. E como o sexo é feito através de conversa, pode haver uma oportunidade de diálogo que não há no sexo tradicional.

“Há um ano namorava um rapaz que mora em outra cidade e, com a distância, tínhamos que aproveitar tudo que estava ao nosso alcance para a satisfação sexual. O tele-sexo foi a solução. E era maravilhoso!”, conta uma moça, no site que Alexandre gerencia.

Segundo ela, um dos melhores orgasmos que teve foi via telefone. “Até eu mesma fiquei surpresa. No início eu achava um pouco esquisito, pois a realidade era bem melhor. Mas com o tempo, fui me soltando até chegar ao prazer alucinante que, nem ao vivo com ele eu tinha conseguido”, confessa.

Mas entre as desvantagens está a falta de socialização. Outra grande desvantagem é conta de telefone, que em alguns casos vêm estratosféricas. Uma mulher conta que praticou muito tele-sexo no início do namoro com o atual marido, já que os dois moravam em países diferentes - e adorava. “No meu caso, o problema foi apenas as conta telefônica depois”, lembra.

Alexandre dá dicas para quem quer apimentar esse tipo de sexo. Segundo ele, ter fotos quentes por perto, um telefone bom e estar em um local agradável, sem barulho, são as primeiras providencias a se tomar. Se o parceiro for conhecido, ótimo. Se não for, vale perguntar as preferências, saber as taras. “Descrever para o parceiro o que você está fazendo no momento, onde está passando a mão e como está seu corpo também são boas pedidas, assim como ter uma peça de roupa com o cheirinho do parceiro”.

Alexandre diz ainda que elogiar o outro, com sinceridade, é fundamental - tanto quanto no sexo tradicional. Outras dicas, da prática física e que vale para a virtual são se preparar bem, com banho bom, roupas e perfumes. Dizer aquilo que gosta e falar que faria tudinho ao vivo também pode enlouquecer quem está do outro lado da linha.

E você, acha que o tele-sexo pode apimentar a relação? Ou ainda, é uma alternativa para relacionamentos à distância?

Por Sabrina Passos (MBPress)

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