Sexo rotineiro

Sexo rotineiro

Depois de muito tempo juntos - ou às vezes nem tanto tempo assim - muitos casais caem numa rotina mortal. Fazem tudo do mesmo jeito, na mesma hora, com a mesma intensidade. Inclusive sexo. Aí, se o resto da vida já virou um drama baseado no costume, o sexo diferente, empolgante, vira exceção mesmo. Tudo que se faz é repetir sempre do mesmo jeitinho.

Essa rotina, que pode ser percebida quando o sexo começa apenas quando um ou outro quer, sem muita reciprocidade, é sempre apenas naquele dia da semana, depois do jogo ou da novela ou ainda somente depois daquele filme picante. É rotina também fazer sexo sempre de manhã. Ou sempre à noite, antes de deitar. Essa rotina, esse contrato sexual assinado pelos casais, nem sempre é ruim. E fazer as coisas sempre do mesmo jeito não significa fazer errado. Mas é preciso atenção para não alimentar muito esse mais do mesmo.

O ideal é renovar sempre - para surpreender e ser surpreendida, mesmo depois de 10, 15 anos de casamento. Vale tomar iniciativa (se você normalmente não faz isso), mudar de posição, trocar os lugares e definitivamente excluir da mente que sexo tem hora para acontecer.

A personal sexy trainer Fátima Moura acredita que a rotina pode ser sim fatal à vida sexual, mas defende que é possível manter o prazer, com o mesmo parceiro durante muitos anos. Até porque, segundo ela, a rotina também tem suas vantagens. "A principal delas é a conquista da intimidade. Quanto mais tempo o casal estiver junto, mas íntimos se tornarão", afirma. Fátima sugere ainda que os casais vivam cada dia de uma vez, dedicando-se ao relacionamento. "A relação só cai se você não souber direcionar a situação", aponta.


Para Fátima, a criatividade no relacionamento é essencial. A rotina do mal - sem vantagens ou pontos positivos - precisa ser evitada com doses cavalares de inovação. "O ideal é não ter medo de ousar. A busca pelo novo e por informações sempre ajuda no relacionamento".

Por Sabrina Passos (MBPress)

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