Sexo químico prejudica a saúde de jovens

A prática repercute negativamente na saúde, causando vícios, comprometendo a saúde mental e, ainda, contribuindo para a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
sexo químico

A médio e longo prazo o consumo dessas drogas provoca efeitos ruins como dores de cabeça, depressão, ansiedade. Foto: iStock_KatarzynaBialasiewicz

Todos nós sabemos que usar drogas nunca é a solução. Porém infelizmente uma nova moda entre os jovens vem criando popularidade por supostamente fazer o sexo durar mais. Estamos falando do sexo químico. Do inglês "chemical sex", o"Chemsex" consiste no uso intencional de drogas ou substâncias químicas durante a relação sexual.


Consumidas geralmente em festinhas sexuais, essas drogas são geralmente podem ou não ser consumidas junto da cocaína, do speed, da ketamina, do ectasy ou do MDMA. Nessas festinhas como a intenção é focar no sexo, as drogas provocam longas sessões sexuais, que podem durar horas ou dias.

De acordo com informações da ABC, os efeitos descritos pelos usuários são euforia, aumento da energia, estado de alerta, urgência por falar, melhora da função mental, aumento da percepção da música, diminuição de sentimentos hostis e aumento do desejo sexual.

Em compensação, a médio e longo prazo o consumo dessas drogas provoca efeitos ruins como dores de cabeça, depressão, ansiedade, sensação de enjoo, fraqueza muscular, olhos vermelhos e problemas de vasoconstrição.

Há ainda quadros de vermelhidão na pele e nas articulações, além de dor abdominal e nos rins, ataques de pânico, depressão e psicose, disfunções cardiovasculares e vício.

Segundo profissionais, a prática preocupa bastante. Pois além do risco da dependência química, o método pode aumentar o número de contágio do vírus HIV entre os jovens.

Uma recente pesquisa ouviu 387 homens que mantêm relações homossexuais com pacientes HIV positivos sexualmente ativos e, ainda, são adeptos do "Chemsex" ou do "Slamsex".

De acordo com os resultados, 50,6% dos participantes consumiram drogas de uso recreativo nos últimos três meses. Destes, 21% consumiram cinco ou mais simultaneamente. Enquanto que 47% consumiram três ou mais.

Na cidade de Londres, o Chemsex já é considerado um problema de saúde pública. Há clínicas que chegam a tratar até 100 casos por mês de pessoas com transtornos ocasionados pelo consumo de drogas vinculado ao sexo químico.

É preciso alertar os filhos quanto ao perigo das drogas, principalmente no sexo químico. Se necessário, um acompanhamento psicológico pode ser bem vindo para ajudar o jovem a largar o vício e entender melhor as causas do uso de drogas. Vale sempre lembrar que a conscientização é a melhor arma contra as drogas!

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