Sexo no mundo virtual

Sexo no mundo virtual

Gustavo Gitti, Alê Felix e Rodolfo Castrezana. Foto/Juliana Silva

A atividade sexual sempre acompanhou o ser humano, mas a forma como ela é feita passou por transformações ao longo do seu próprio desenvolvimento. Com a chegada da internet, homens e mulheres conheceram o chamado Cybersexo e conseguiram satisfazer os seus desejos de outras maneiras.

"Eu pratico e conheci a maioria dos meus namorados através das redes sociais. Confesso que já vi de tudo, o povo gosta mesmo de se mostrar na câmera - todas as partes do corpo. Elas adoram levantar a blusa! Acredito que a tela do computador é uma ‘proteção’ para homens e mulheres se soltarem. Já vi muita gente prometer loucuras enquanto conversava através da câmera, mas na hora de se encontrar não faz sexo oral e ainda pede para apagar a luz", conta Aline Gomes, considerada um fenômeno sobre o assunto por conta da sua página no Twitter (http://twitter.com/Lini).

Aline esteve na Campus Party e junto com Fausto Salvadori Filho, do blog Boteco Sujo (http://www.botecosujo.com/) e Rodolfo Castrezana (http://omedi.net) apimentaram a programação de palestras entre os ‘campuseiros’. Para a editora Alê Felix, responsável pelo site "Não para Não para", em fase de desenvolvimento, o sexo na internet sempre foi voltado aos homens. "Mas mulher também pensa em sexo, sim. Com eles é diferente, são acostumados com pornografia desde crianças, sem questionar se é normal ou não. Quando a gente entra vê que não é a única. Elas gostam de falar sobre o assunto e contar suas experiências, mas sem revelar muito que fazem isso, cerca de 70% delas acessam sites pornôs escondidas", comentou.

[galeria]

Por conta das suas observações, Alê teve a ideia de montar o site com contos eróticos feitos pelas próprias usuárias. O blogs de Bruna Surfistina e a cantora Syang farão parte do conteúdo. Quem mediou a conversa foi Gustavo Gitti (http://nao2nao1.com.br/) que destacou como a internet tem o poder de atrair pessoas de todas as idades para o sexo. "Recebo desde histórias de um cada de 50 anos contando suas aventuras com uma francesa durante uma viagem, até os relatos de um moleque de 18 anos, virgem, e não sabe o que fazer na cama".

leia também


Durante o bate-papo, todos chegaram um consenso de que a rede ajudou as mulheres a se conhecerem melhor, buscarem novos desejos e fantasias com o seu parceiro a partir do que veem na rede, seja através de conteúdo ou filmes eróticos. Ao mesmo tempo, jovens e adolescentes são bombardeados com informações sobre sexo logo muito cedo, no início da vida sexual, de uma forma que não faz parte da realidade.

Por Juliana Lopes

Comente