Sexo é saúde!

Sexo é saúde

A ciência prova. Sexo faz bem para a saúde sim! A prática tem o poder de elevar a auto-estima, aumentar a satisfação emocional e, por conseqüência, a qualidade de vida, além de fortalecer a união de um casal.

É nessa hora que nos perguntamos como um exercício tão ligado ao prazer carnal pode causar benefícios à saúde? A ginecologista Jaqueline Brendler, especialista em sexualidade humana, explica que o orgasmo está associado a descargas elétricas da região septal, no cérebro. “Essa região, se estimulada, está associada a sensações de amor e afeição, e a redução de raiva e irritabilidade”.

Além disso, o orgasmo aciona picos de ocitocina, que iniciam um minuto após a explosão e duram até cinco minutos na corrente sanguínea. “Esse hormônio, liberado também na amamentação, é conhecido por promover o vínculo mãe-bebê, e por isso, chamado também de hormônio da ligação, da formação do elo”, explica. No sexo, por sua forte liberação, fortalece o vínculo com o parceiro.

E o contrário? Quando é que o sexo deixa de ser saudável? Difícil de acreditar, mas quando ele vira o centro da vida. Se desejado em excesso, pode atrapalhar as áreas familiar, afetiva, profissional e social. “As pessoas saudáveis têm um equilíbrio nessas áres. Aquelas com desejo sexual hiperativo sofrem porque não se saciam mesmo com uma alta freqüência de sexo e orgasmo”, analisa. “Nesse caso, terapeutas sexuais podem receitar uma medicação para o desequilíbrio químico que é freqüente”, indica.

O contrário também acontece. A disfunção do desejo sexual hipoativo, ou seja, a baixa libido, é mais comum em mulheres, mas os homens também podem ter falta de apetite sexual. Terapia, na linha cognitiva comportamental, pode ajudar.

Existem também as disfunções sexuais específicas, quando uma fase da resposta sexual não funciona adequadamente. “Dor, ejaculação precoce, falta de ereção, orgasmo ou lubrificação são exemplos”. Essas disfunções, conforme explica Jaqueline, podem ser tratadas, na maioria dos pacientes, até a meia-idade, por terapeutas sexuais. Depois disso, os homens, por apresentarem mais problemas orgânicos, devem consultar também com urologista.

Jaqueline Brendler, especialista em sexualidade humana e responsável pelo site www.terapiadosexo.med.br, lembra que o sexo bom é também fonte de energia boa. “No relaxamento pós-sexo, é como se ficássemos ‘zerados’ das cargas negativas, das pressões e pudéssemos começar tudo novamente com uma energia extra”.

Confira alguns depoimentos sobre vida sexual no Termômetro da Relação:

Sexo todo dia, toda hora, se puder...Minha relação parece um vulcão

Por Sabrina Passos (MBPress)

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