SEXO E CARTÃO DE CRÉDITO, QUALQUER SEMELHANÇA...

Outro dia me perguntaram aqui, como seria a reação de meu marido, caso ele soubesse dessa minha liberalidade fora do nosso casamento. Como a pergunta é recorrente, respondo à todas: conhecendo-o, como o conheço, tenho certeza, que na cabeça dele, se fosse apenas uma aventura, ele não se abalaria, porque sabe da força da nossa união, da pureza do nosso amor e da beleza de nossa história que já dura mais de duas décadas.

Digo isso, por que sabendo que o substantivo de amor é amar, traduzo como o substantivo do sexo: transar! Isso mesmo, trepar, meter ou outros adjetivos chulos que dão para o ato sexual.

Como amor é amor e sexo é sexo, tenho conseguindo separar as duas coisas e me permitindo descobertas, que até então eram praticadas apenas com um homem, o que do ponto de vista de evolução, convenhamos, é pouco.

Não quero com minhas mensagens, unanimidade, que concordando com Nelson Rodrigues, é burra, nem tão pouco provocar polêmica, longe de mim isso, ou mesmo incentivar mulheres em dúvida a romperem a barreira de seus casamentos e saírem transando por aí, seria muita pretensão.

Mas não posso, e não devo me esquivar de dividir algo que é bom, saudável e acessível. Sexo fora do casamento, existe sim, protagonizados por homens e mulheres, que vivem na intensidade de suas vidas de formas diferentes, mas com o mesmo objetivo, se permitir ser feliz.

A sociedade ao longo da existência do mundo, vem impondo regras, normas, criticando ou apoiando aquilo que melhor lhe convém. Já tivemos os tempos de Gomorra, Sodoma, do Calígula. Mais próximo de nosso tempo, nossas mães ou avós, experimentaram, por um breve tempo, a liberdade sexual dos anos 60, que nasceu desenfreada e sem rumo é verdade, mas brecou na intolerância das religiões, dos costumes arcaicos herdados de épocas longínquas, de gente infeliz, que não tem nada a fazer a não ser criticar o desejo alheio.

A vida é simples, o ser humano a complica. Por que não encarar o sexo casual, como aquele impulso, que nós mulheres temos quando entramos numa loja e sem pestanejar compramos um vestido ou uma sandália caréssima e simos de lá satisfeitas e felizes? Claro que quando chega a fatura do cartão de crédito, bate um leve arrependimento, mas num outro dia, numa outra loja, num outro momento repetimos tudo, com uma simplicidade de prazeres incríveis. Por que com o sexo isso também não pode se dar?

Aliás, acho que poderiam criar uma cartão de sexo, que daria créditos extras pela Central de Relacionamentos, mas pensando bem, talvez, não desse certo. Com certeza, as administradoras iam pedir fidelidade no uso, daí cairíamos no mesmo problema

Mas voltando ao assunto, eu saio com outras pessoas sim, mas isso não me faz melhor ou pior que ninguém, mas com certeza, uma mulher que busca de uma realização, sensação, que como diz um slogan de um cartão de crédito: não tem preço! E, lá no meu blog (www.sexoforadocasamento.blogspot.com) tem a fatura detalhada dessas compras.

Beijos a todas, que me apóiam ou não!

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