Sexo depois da briga apimenta a relação?

Sexo depois da briga apimenta a relação

Sexo é bom e quase tudo mundo gosta. Mas e quando a transa é precedida por uma discussão? Independente do motivo da briga há quem adore e quem deteste! Os que gostam dizem que apimenta a relação. E aqueles que odeiam dizem que não substitui o diálogo.

Segundo a Dra. Laurice Cury, essa é uma questão muito individual. "Não podemos falar de forma generalizada, nem mesmo ‘o casal’. Pode ser que ele gosta e ela não, ou o contrário.

Patrícia Cavalheiro, pedagoga, 25 anos, faz parte do grupo que acha sexo ótimo para selar a paz. "Quando transamos depois da briga é como se toda a emoção, raiva ou sei lá o que se transformasse em libido", desabafa. "Meu namorado fica muito mais atencioso. É como se ele se esforçasse, ainda mais, para me agradar. Sinto-me recompensada", brinca a pedagoga.

"Há vários motivos que levam uma pessoa a fazer essa escolha. Conheço quem provoque uma briga só para fazer sexo depois. Sem motivos aparentes, outras não podem nem pensar em manter relação sem um bom diálogo antes", diz a psicóloga.

O engenheiro Marcelo V., 34 anos, revela que não consegue sentir tesão após uma briga: "Não gosto de discussões. Sei que na maioria das vezes elas acontecem por problemas de comunicação/compreensão ou por carências de algum dos parceiros. Essas carências levam a coisas como ciúmes, que geram outras discussões. Sejam quais forem os motivos, não tenho menor vontade de transar com minha parceira após uma discussão."

O rapaz conta que muitas vezes, mesmo com vontade de sair de casa ou se isolar após a briga, não abre mão de ficar abraçadinho com a parceira. "Mas nesses momentos raramente passa disso, não tenho tesão para algo mais", diz.


Independente das preferências, a especialista diz que o mais importante é saber que sexo não é remédio. Uma boa vida sexual é consequência de uma relação saudável, nunca o contrário. "A ansiedade é um dos fatores que podem levar alguém a procurar por sexo, mesmo quando estão brigados", esclarece a psicóloga.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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