Sexo básico ou pornô: o que eles preferem?

Sexo

Foto: Felix Wirth/Corbis

Os homens costumam falar que as mulheres são complicadas, mas quando o assunto é sexo, nem sempre é fácil entender o que eles querem. Se a parceira faz o sexo básico nem sempre eles gostam. E se promete ser melhor do que as atrizes de filmes pornôs eles às vezes se assustam e fogem. E agora, como agradar os caras na cama? O que eles realmente querem?

Na opinião do jornalista Hugo Perez, 35 anos, primeiramente a mulherada tem que tomar coragem e perguntar ao parceiro o que ele quer. "Depois, de acordo com a resposta do parceiro, cabe à mulher saber se também está a fim de se submeter às fantasias eróticas masculinas. Sexo bom só vem a partir da prática entre o casal", defende.

Hugo acredita que os filmes pornôs e outros fetiches são uma tara, servem apenas para estimular, uma vez que o homem é mais atraído pelo visual. "Particularmente, eu não vejo filmes de sacanagem constantemente. Na adolescência, eles são extremamente válidos e didáticos, mas depois perdem um pouco da graça."

O psicoterapeuta sexual Oswaldo M. Rodrigues Jr., também Diretor Clínico do Instituto Paulista de Sexualidade, concorda. "O sexo pornô serviu de aprendizado. As outras formas dependem da intenção que o homem tem com a mulher", explica.

O sexo pornô exige tempo e disponibilidade emocional. Já quando existe um plano de futuro baseado em família as possibilidades sexuais serão limitadas, pois o homem aplicará sua energia em outras atividades também, como trabalho, cuidados com saúde, vida espiritual/religiosa etc. "Os homens aprendem a fazer algumas coisas com os filmes pornôs, mas nunca chegarão a colocar em prática a maioria dos comportamentos que assistiu", pensa o psicoterapeuta.

Já o empresário Daniel Kenji, 38 anos, não acha que a pornografia se limita à estimulação. Para ele não há nada mais gostoso do que uma mulher que seja "uma dama na sociedade e uma safada na cama". "Não consigo entender como um cara consegue gostar de ver pornografia e não sentir vontade de fazer. Atribuo isso ao excesso de pudor", afirma.


Daniel pensa também que a relação pode começar com o sexo normal, mas gradativamente vai migrar para o sexo pornô, o que significa que está num caminho legal. "O cara que diz que prefere o sexo normal está reprimindo não só as próprias fantasias como as fantasias da parceira. Fantasias essas que a grande maioria vai querer realizar, a questão é com quem."

Hugo conta que o que define o tipo de sexo a ser feito é a conversa durante a noite, a sedução, os drinques bebidos. "Acho que a maioria delas gosta de ser tratada como as atrizes de filmes pornográficos, tomar uns tapinhas e puxões de cabelo, experimentarem posições e situações sexuais inusitadas", comenta. "Mas às vezes um belo papai e mamãe feito com intensidade substitui o malabarismo acrobático", completa.

Por Juliana Falcão (MBPress)

Comente