Robô feito para simular estupro está sendo comercializado

Robôs são usados para satisfazer desejos que, de outro modo, seriam ilegais. Entenda o que há por trás dos "robôs sexuais"
robôs sexuais

Foto:Divulgação

Imagine só um robô que foi feito para simular um estupro real. Ficou chocado? Que tal então um robô com traços infantis feito somente para o sexo? Essas invenções absurdas, por incrível que pareça estão sendo comercializadas e vendidas por aí. A Roxxxy True Companion é a primeira robô com inteligência artificial que pode fazer sexo com seu usuário, a quem ela conhece pelo nome, e conversar. Dependendo do perfil feminino escolhido por seu dono, ela pode até ter um orgasmo, graças a sensores espalhados por seu corpo.


Esses perfis são o pior de tudo. Entre aventureiras e maduras, há a Frigid Farrah (tímida e reservada) e Young (garota de 18 anos). No caso da Frigid Farrah, a boneca é “não receptiva” a toques em “áreas privadas”, ou seja, tem falas e movimentos que imitam o que uma pessoa que não quer sexo faz. Isso sugere sinais de não consentimento, o que poderia estimular o estupro. Já a Young (garota de 18 anos) "age" como se não entendesse o que está acontecendo para que o homem a ensine (como se fosse uma criança).

E como os bonecos são fabricados com silicone, é possível criar qualquer formato de corpo, inclusive de crianças propriamente ditas. Nesta lógica que outra empresa, desta vez a japonesa Trottla, produziu bonecas realistas que imitam as feições de meninas. De acordo com defensores, o uso desses bonecos seria próprio para terapia sexual e prevenção de crimes sexuais, como estupros e pedofilia.

A ideia é controversa. Enquanto uns defendem, outros sugerem que tal prática apenas serviria de incentivo para os criminosos sexuais. “Tratar pedófilos com robôs sexuais crianças é uma ideia duvidosa e repulsiva. Imagine tratar o racismo deixando um intolerante agredir um robô negro. Isso funcionaria? Provavelmente não”, disse o especialista em ética robótica Patrick Lin, do Instituto Politécnico da Califórnia, citado no relatório.

Os androides sexuais em formato de crianças também levantam questões legais. Em 2013, uma das bonecas da Trottla foi interceptada num aeroporto canadense, e o homem que fez a encomenda foi preso, sob acusação de posse de material de pornografia infantil. Ele também enfrenta duas acusações sob a Lei Federal Alfandegária por traficar e possuir bens proibidos.

De acordo com um estudo da Foundation for Responsible Robotics, organização que analisa a ética do setor de robótica, o impacto que os robôs sexuais podem trazer à sociedade não está livre de problemas bem sérios, incluindo o aumento de estupros e pedofilia.

É um absurdo saber que por aí existam pessoas que ganham dinheiro em cima do estímulo ao estupro. Veja algumas das fotos bizarras:

robôs sexuais

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boneca sexual

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