Rapidinha com ou sem orgasmo?

Rapidinha com ou sem orgasmo

Quando o casal está sem tempo hábil para ter uma relação sexual completinha, cheia de preliminares e carícias, o jeito é apostar na famosa "rapidinha". Ela é ótima para apimentar a vida a dois, mas se o casal não iniciar o ato já com uma boa dose de erotização, essa prática pode não ser tão prazerosa.

Sabe-se que a mulher precisa de muitos estímulos para se lubrificar, mas se o casal estiver em perfeita sintonia e conhecer bem as zonas erógenas um do outro, o sexo rápido certamente pode levar ao orgasmo. Quem garante é a sexóloga Carmen Janssen.

"O clitóris é o órgão mais sensível aos estímulos eróticos e a mulher pode chegar ao orgasmo só com a estimulação direta, sem a penetração (aliás, essa é a forma mais rápida). E claro, o homem também deve caprichar nas carícias em outras partes do corpo, com um olhar sedutor, e procurar estimular a parceira da forma que ela mais gosta", sugere.

Toda mulher pode ter dificuldade em se adaptar à "rapidinha" e, com isso, sentir incômodos e não atingir o orgasmo. A especialista em Educação Sexual afirma que a inibição e a falta de fantasias nessas horas são fatores que dificultam a chegada ao clímax. "Algumas mulheres precisam de muita estimulação para conseguir se excitar e, para elas, a rapidinha costuma não funcionar."

E ressalta: "O erotismo é fundamental para o envolvimento e o aumento da excitação, principalmente para a mulher que precisa de mais tempo. O local e o horário podem contribuir para o sucesso da transa, desde que isso faça parte da fantasia do casal, mas não são determinantes para se atingir o orgasmo."


Não é só porque esse tipo de relação dura poucos minutos que o casal deve abrir mão de certas táticas. Carmen diz que a chave para uma rapidinha promissora é o casal se dispor a praticar a sedução de diversas formas. "Explore a linguagem corporal, o olhar, o cheiro e não se esqueça de fazer elogios picantes", orienta.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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