Quando o sexo vira compulsão

Quando o sexo deixa de ser bom  Ninfomania

Quando o sexo deixa de ser bom isso se chama compulsão sexual. Foto/reprodução Wikipedia

O sexo deixa de ser bom quando vira doença, quando se transforma numa compulsão e deixa de dar prazer, principalmente quando torna-se mais importante que manter relacionamentos normais de amor e amizade. O assunto voltou à tona por causa do enredo do filme de Lars Von Trier que acaba de estrear nos cinemas.

No longa, as histórias apimentadas de Joe, a protagonista de "Ninfomaníaca", são contadas uma a uma. A pessoa que sofre dessa doença possui um apetite sexual que nunca acaba, não importa com quantos parceiros tenha. O sexo pode ser qualquer pessoa e em qualquer lugar, o prazer pode nem existir, mas ela simplesmente continua procurando, uma sede que nunca termina. E mesmo assim, nada disso preenche a vergonha e o vazio que fica para algumas pessoas.

Especialistas da área de saúde concordam que a ninfomania oferece um falso paraíso, já que para muita gente, o orgasmo e as múltiplas relações sexuais num mesmo dia seria uma vida ideal. Mas isso é somente uma ilusão.

Gostar muito de sexo e sofrer de compulsão são coisas bem diferentes. Quem adora uma boa noite de sexo, e mesmo que tenha diversos parceiros diferentes, transa quando quer, com quem realmente quer.

A pessoa compulsiva não tem nenhum controle sobre seu desejo desmedido, ela simplesmente necessita transar com o (a) primeiro (a) que aparecer, em qualquer lugar, com ou sem proteção. Isso pode trazer diversos problemas como doenças e sequelas emocionais profundas.

Essas pessoas precisam da ajuda da terapia, de um psiquiatra, embora a cura seja bem complicada. Além disso, o convívio social fica bem prejudicado já que todo o tempo livre fica ocupado pela procura de sexo. Tudo que é feito em excesso pode anestesiar o prazer, até mesmo sexo.


Por Giseli Miliozi

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