Professora de Pole Dance

Pole Dance

Foto Acervo Renata Wilke

Se você associa dança numa barra vertical com aquele filme pornô ou com boates e casas de prostituição, prepare-se para baixar a guardar. A pole dance (do inglês dança com barra) vai muito além da sensualidade e é sinônimo de exercício físico e tonicidade muscular. É claro que há forte apelo sexual - e vai de você usar essa e outras danças para apimentar a relação. Mas no caso da pole, é preciso força nos braços, no abdômen e acredite, muita técnica.

Renata Wilke conheceu a pole dance sem querer. Nunca gostou de academias, mas queria se exercitar de alguma maneira, principalmente depois do nascimento do filho, há quatro anos. “Eu sempre fui magrinha, mas acabei secando ainda mais depois do parto. Queria definir o meu corpo”, lembra. Aí, com ajuda da Internet, acabou descobrindo um vídeo onde uma moça dançava e fazia acrobacias numa barra vertical.

“Enlouqueci. Pesquisei ainda mais e fiquei louca de vontade de aprender”. A partir dali, ela foi atrás de uma barra vertical que demorou quase quatro meses para ser entregue e ainda assim não era segura o suficiente. Sem desistir, procurou um torneiro mecânico e, com ele, desenvolveu um sistema que funciona sob pressão, sem precisar furar chão ou teto.

Sozinha mesmo ela foi treinando, com vídeos que encontrava na rede. Mas quando conheceu Elisângela Reis, uma brasileira que vive na Argentina e é nome forte na na pole dance, foi que descobriu a técnica por trás da prática. “Ela me ensinou como fazer sem me machucar, fiz aulas on-line e me especializei com seminários. Tirei meu diploma e há dois anos dou aulas de pole dance”, conta, orgulhosa. Renata é a representante da Equipe do Pole Dance Brasil em São Paulo.

Movimentos pole dance

Foto Acervo Renata Wilke

“Eu aprendi muito sozinha, mas depois que tive o contato com a profissional, vi que muita coisa não era realizada de maneira correta”, alerta. E essa má postura podia se transformar em futuras lesões. “O ideal para quem se interessa pela pole dance é buscar ajuda e aí sim ter uma barra em casa para dar sequência aos treinos. Pole dance é isso: repetição e muito treino”.

Renata Wilke

Foto Acervo Renata Wilke

Segundo ela, a dança é pura técnica. Desde o início é realizado o trabalho corporal, baseado no fortalecimento muscular da parte interna das coxas e na resistência com os braços e pernas. “A força é concentrada no abdômen. Aí a pessoa começa a entender todo o processo de equilíbrio e leveza com o corpo”. Após seis meses, mesmo quem nunca havia praticado anteriormente, já terá condições de estar no intermediário, onde se iniciam as inversões de cabeça pra baixo.

Pole Dance

Foto Acervo Renata Wilke

Renata tem alunas de todos os perfis, desde as que buscam o pole dance fitness, apenas como uma forma de tonificar os músculos do corpo até as que querem aprender a trabalhar melhor a sensualidade e a auto-estima. As idades também variam, de 18 até 56 anos, e as sessões pode ser ministradas individualmente, em dupla ou grupos.

A barra produzida por Renata demora dez dias para ficar pronta e custa R$ 850. O sistema sob pressão permite que ela possa ser levada para qualquer lugar. Para aprender, mais um investimento. Nas aulas individuais, a personal pole dance custa R$ 100 por hora. Em duplas ou em grupos, o preço fica bem mais em conta. Renata dá aula aulas em São Paulo, nos bairros Butantã, Moema e Jardins, e também atende a domicílio, quando a pessoa tem a barra em casa.

A pole dance ensina mesmo a ser sensual, mas não significa que quem pratique venda o corpo em troca da dança. “O Brasil ainda está muito atrasado neste quesito”, afirma Renata. “Mas sempre mostro meu trabalho de maneira séria, profissional. Hoje dou aulas em academias, faço feiras, festas, chás de lingerie e sempre sou muito bem recebida e elogiada”.

Mais informações sobre essa dança pelo site www.poledancebrasil.com.br. O e-mail da Renata é renata@poledancebrasil.com.br e o telefone (11) 8238 0216.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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