Piercing genital

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Piercing genital

A moda ficou pública no final de 2006, quando Karina Bacchi posou para a revista Playboy e deixou o país inteiro ver o piercing genital que carregava há pelo menos quatro anos. Ela jura que não doeu para colocar e que se acostumou fácil com o tal, sem maiores problemas ou complicações.

Sorte a dela. Porque sim, os piercing genitais, assim como qualquer outro furo pelo corpo, oferecem riscos eminentes de infecção, reação alérgica e dificuldade de cicatrização.

“Trata-se de uma região muito sensível, enervada e irrigada. Por isso, os riscos são enormes. Não recomendo e acho que a prática não tem lógica. Mas cada um sabe o que faz com o próprio corpo”, diz o ginecologista Nilson Roberto de Melo, da Federação Brasileira de Ginecologia de Obstetrícia.

“A região é muito úmida, cheia de bactérias naturais, que fazem parte da flora feminina, e o risco de concentração de bactérias, por causa do piercing, aumenta”. Ele lembra que a peça pode ainda machucar, durante o ato sexual, e atrapalhar o desempenho. “Quando estiver em cima da glande, qualquer tração pode causar dores e machucados. Ai, a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis se potencializa”, alerta o ginecologista Hugo Miyahira, do Rio de Janeiro.

Entre os diversos tipo de piercing genital feminino há o chamado “Capuz de clitóris”, que é colocado na porção de pele que recobre o clitóris e pode ser realizado tanto no sentido horizontal quanto vertical (argola ou barrinha). Já o piercing nos grandes lábios requer cuidados, desde a cicatrização que é mais longa, até a localização da jóia para que não atrapalhe o sentar. Reza a história que, na Roma Antiga, na Etiópia, na Índia e na Pérsia, as escravas eram perfuradas e tinham um cadeado colocado no local, para impedir que tivessem relações sexuais e garantir a sua castidade.

Tommaso Buglioni, dono do Studio Tom Tattoo, na Itália, diz que os piercings genitais têm apelo sexual, mas que é muito importante prestar atenção à cicatrização, antes de sair por aí testando os efeitos. Ele explica ainda que a dimensão, a forma e a qualidade da jóia, além da sua posição, são fundamentais para que a cicatrização ocorra sem problemas. “É muito importante que o colocador tenha ótimas noções de base sobre a anatomia da parte a ser furada e uma correta abordagem psicológica”, diz. Segundo ele, as partes íntimas da mulher onde os piercings são mais popularmente colocados são clitóris, pequenos lábios e grandes lábios. A cicatrização pode levar até um mês, dependendo da peça e da parte do corpo escolhida.

A higienização do local deve ser triplicada. O absorvente interno deve ser evitado também. E camisinha, como sempre, em todo ato. A perfuração na área é uma porta aberta para infecções e doenças sexualmente transmissíveis como HIV, hepatite, sífilis, herpes entre outras.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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