Parafilias - formas variadas de prazer!

Parafilias  formas variadas de prazer

Você gosta de uma pegada mais forte, escutar bobagens ao telefone ou ser dominada? Durante muitos anos, as diferentes formas de se obter prazer foram vistas, como perversões e até doenças. No entanto, desejos ou fantasias sexuais mais inusitadas podem ser considerados uma prática normal, desde que não tenham caráter compulsivo.

Toda expressão sexual diferente do que é aceito por uma sociedade ou época é denominada de parafilia, mas é necessário distinguir um comportamento sexual de uma psicopatologia. “Embora muitos comportamentos parafilicos possam ser identificados em nossos desejos e fantasias, ela só é dada como uma patologia quando há preocupação com o objeto de desejo ou se a obtenção do prazer é alcançada somente pelo sexo fora do comum”, explica Oswaldo Rodrigues Jr., psicólogo e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade.

As questões sexuais são profundas e perturbam muitas pessoas, por isso, para ser determinada como uma psicopatologia é necessária uma avaliação psicológica especial. “A sexualidade ainda assusta muitas pessoas que buscam extinguir alguns desejos, mas, esses, só serão considerados anormais se causarem prejuízos à saúde ou segurança do próprio indivíduo ou dos demais”, diz.

Divididas em dois tipos, as parafilias podem envolver um objeto em especial, como pés, ou acontecer por meio de ato sexual diferenciado, como exposição em público ou a dor. “No passado, práticas sexuais aceitas pela sociedade hoje como, o sexo oral, anal, a masturbação ou mesmo a homossexualidade já foram consideradas formas de perversão”, ressalta.

Hoje, conforme as variações aceitáveis nos comportamentos sexuais de uma sociedade, algumas formas de parafilias são mais comuns e se fazem presentes ao longo da história. Já outras têm sido criadas de acordo com o objeto ou ato que determinará a excitação e o prazer sexual. “Um exemplo é a tele-escatofilia, o uso do telefone para obter satisfação sexual. Antes dos telefones, essas parafilias não existiam. O mesmo acontece com o uso dos computadores nas duas últimas décadas”, afirma o psicólogo.

Achou o assunto interessante? Um filme que aborda de forma inteligente algumas dessas práticas sexuais é “A Secretária do diretor Steven Shainberg”, que narra o encontro entre um advogado sádico e uma secretária masoquista.

Comente