Papel de mãe no namoro

Papel de mãe no namoro

Encontrar o ponto de equilíbrio da relação a dois não é tarefa fácil. Saber quando cobrar, ou dar uma folga ao amado, então, é uma verdadeira arte. Há mulheres, que mesmo não sendo mães, não conseguem deixar o instinto materno de lado e acabam exagerando nos cuidados com o rapaz.

Algumas características apontam um comportamento de risco. A psicóloga Suara Bastos ministra palestras sobre o tema e lista as maiores características dessa mulher: "Medo de se expor, dificuldades em defender seu ponto de vista e em dizer ‘não’, preocupação excessiva com a opinião alheia, necessidade de agradar a todos e a fantasia de que deve ser perfeita em tudo o que fizer , fazem parte do imaginário da mulher ‘boazinha’".

Segundo a psicóloga, estas atitudes são típicas de mulheres que ainda não conseguiram avaliar o que este comportamento pode estar causando para si mesma e para seu relacionamento. "Primeiramente é importante que esta mulher reflita sobre o que a faz agir desta maneira e se esta atitude é satisfatória para ela também", explica Suara. A psicóloga ainda afirma: "Estes comportamentos podem esconder sentimentos de culpa, de inadequação, e muita insatisfação pessoal".

Não pense que todas as mulheres já nascem "superprotetoras". Mulheres confiantes e independentes podem, de repente, se verem passivas e submissas. "Isto, porém, não acontece da noite para o dia, é um processo em que uma série de situações pode levar à perda ou à diminuição da autoconfiança", revela a psicóloga. Não há motivo para pânico, esse é um processo que pode ser revertido.

Para virar o jogo e deixar de se comportar como "mãe" do rapaz é preciso esforço. "Toda transformação pode ser complicada, pois exige que se saia da zona de conforto, A mudança deve começar com o reconhecimento do próprio Eu, porém esta pode não ser uma tarefa fácil", elucida Suara. Faz parte deste processo entender quais foram os motivos que desencadearam a insegurança. "Em alguns casos pode ser necessário e aconselhável um acompanhamento profissional", recomenda a psicóloga.


Que os homens devem adorar não serem contrariados e ter alguém pronto para servi-los, ninguém discute. Mas será que esta atitude não satura? Suara revela: "Já ouvi relatos de homens que preferem a mulher mais passiva e submissa, por serem, segundo eles, mais ‘fáceis de lidar’". Mas não há motivos para desespero, esse pensamento não predomina no universo masculino. "De modo geral os homens preferem mulheres mais assertivas e autoconfiantes, pois contribuem mais para o crescimento e amadurecimento da relação", complementa a psicóloga.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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