Olfato pode estar ligado à monogamia

Nossos antepassados perderam a capacidade de detectar feromônios sexuais para tornarem-se homens mais fiéis
olfato ligado à monogamia

foto: iStock

Você sabia que a evolução do olfato humano pode ter contribuído para a prosperidade das relações monogâmicas? Ao longo da história da humanidade, nossos antepassados perderam a capacidade de detectar feromônios sexuais, o que tornou o homem mais fiel e pronto para criar uma unidade familiar mais estável, ligado a uma só mulher.

É o que conta o livro “Adam’s Nose and the Making of Humankind” (o nariz de Adão e a evolução da humanidade, em tradução livre), de Michael Stoddart.

O livro explica como o sentido do olfato evoluiu desde os primórdios, para permitir que os seres humanos desenvolvessem uma ‘cultura do cheiro'. Em entrevista ao site Daily Mail, Storddart detalha: “Nós somos a única espécie de mamíferos a viver em comunidade mantendo um estilo de vida exclusvamente monogâmico. A evolução nos removeu muitas reações instintivas a cheiros de outros animais, tornando possível ao homem socializar-se mais até com seus companheiros de espécie, convivendo em maior harmonia".


Dessa forma, a mudança na percepção do olfato acabou sendo diretamente relacionada ao controle do sexo. Mas, apesar dessa mutação, os seres humanos mantiveram uma leve percepção, através das antigas vias neurais no cérebro associadas aos odores sexuais - o que explica o nosso fascínio com cheiros e perfumes nos dias hoje. Você pode observar: o nosso comportamento atual é remover os cheiros naturais do nosso corpo, esfregando com sabonetetes, removendo pelos, desodorizando e perfumando todas as partes.

O livro observa que, embora nós não queiramos sentir nosso próprio cheiro, usamos perfumes com bases em outros animais, como os almiscarados, por exemplo."Nós temos um desejo primordial a cheirar a alguma coisa, mas não ao cheiro humano que temos,"  diz Stoddart. Curioso, não? Aprimorar o momento da sedução na hora do sexo com perfumes pode ser uma boa, mas que tal investir na verdadeira química a dois, explorando o cheiro sexual proveniente do corpo humano?

Por Jessica Moraes

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