No flagra!

No flagra

As crianças estão dormindo. O silêncio na casa só não é total porque você o maridão estão com tudo para começar aquela noite boa. Com a excitação a toda, vocês se esquecem de trancar a porta e pior: fazem barulho que acorda os filhos.

“Eu era bem pequena, acho que tinha oito anos. Acordei meu irmão porque ouvia uns barulhos vindo do quarto dos meus pais. Quando abri a porta, achei que meu pai estava batendo na minha mãe. Só depois de muito tempo percebi que tinha era pego eles no flagra”, conta Sara Pilello, hoje com 26. Ela se diverte com a história, mas na época diz que lembra de ter ficado bem confusa. “Não sabia o que dizer para o meu irmão, que era ainda mais novo do que eu”.

O que aconteceu na casa de Sara pode acontecer em qualquer lar normal. “Como as crianças não tem noção do que é o sexo, pode mesmo achar que o que está vendou ou ouvindo é agressão”, explica a psicóloga Célia Terra, de São Paulo.

Sara diz que um amigo também tem uma história parecida. Ele namorava uma mulher mais velha, que tinha uma filha pequena, de quatro anos. “Um dia eles começaram aquele amasso e aos trancos e barrancos chegaram até o quarto dela. No meio daquele clima todo, se esqueceram de fechar a porta. Quando ele já estava por cima da mulher, sentiu aquelas mãozinhas batendo nas costas dele e gritando: ‘larga a minha mãe, para de bater nela’”. Segundo o amigo de Sara, o pior de tudo foi explicar para a menina a situação. “Ele conta que disse que era tudo uma brincadeira, que os dois só estavam se divertindo. Mas a noite acabou ali mesmo”.


Se o problema com as crianças é explicar o que realmente está acontecendo, com os adolescentes a crise fica por conta do ciúme. “O jovem não aceita e nem imagina os pais na cama. E por isso fica com a má impressão e até com raiva dos pais”, diz a psicóloga.

“Chamei uns amigos para ir até minha casa e resolvemos pedir uma pizza. Quando fui pegar dinheiro no quarto dos meus pais, abri a porta sem bater e vi uma cena péssima, deles transando. Fiquei uma semana sem conseguir olhar para eles, por vergonha”, lembra Rodrigo Silveira, de 19. Ele quase não conseguiu voltar à reunião com os amigos e assume que preferia não ter visto os pais na cama. “Ficou bem chato. Agora, não entro no quarto de ninguém sem bater na porta”.

Com os filhos em casa, os pais costumam mesmo a ser discretos. Mas o que eles não sabem é que não necessariamente precisem esconder dos filhos que transam. “O sexo é natural e normal em qualquer casamento. É preciso apenas agir com bom senso, saber que apesar de às vezes o prazer estar prontinho para explodir, o sexo tem hora e lugar para acontecer”, finaliza a profissional.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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