No Brasil 1 em cada 5 homens usa estimulante sexual

No Brasil 1 em cada 5 homens usa estimulante sexua

Foto: Ocean/Corbis

Melhorar o desempenho sexual é o desejo de ’10 entre 10’ homens. Mas a busca desenfreada por tempos prolongados de prazer tem levado jovens a utilizarem equivocadamente medicamentos para disfunção erétil. Pois é, apesar de muitos rapazes acreditarem que a milagrosa ‘pílula azul’ vai transformá-los em verdadeiros atores pornô, a decepção é inevitável. Isso porque, quando utilizada por homens saudáveis, o medicamento não causa aumento do desempenho.

Levantamento realizado no ambulatório de sexualidade do Centro de Referência em Saúde do Homem, em São Paulo, aponta que um em cada cinco homens com idade média entre 20 e 35 anos já fez o uso de estimulantes sexuais, pelo menos uma vez, sem prescrição médica. Segundo o estudo, as explicações são sempre as mesmas: curiosidade, vontade de aprimorar a performance sexual e, claro, o receio de falhar na ‘hora H’.

De acordo com o urologista Joaquim Claro, os comprimidos não apresentam resultados para grande parte dos homens. "A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no desempenho", afirma.

Ele ainda alerta que os estimulantes sexuais podem causar dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Os pacientes cardiopatas também não podem ingerir este tipo de medicamento, considerado um vasodilatador, principalmente sem supervisão médica. "Somente o especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método, conforme critérios como idade, histórico familiar e condição financeira", ressalta Claro.

"Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio. Esta atitude gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa", explica o especialista.

Por Paula Perdiz

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