Mulheres que bancam são mais traídas - Entenda o motivo!

A pesquisa polêmica quebra a ideia de que dependência financeira garante fidelidade
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Homens que dependem financeiramente das parceiras são mais propensos a trair. Foto - Istock/© FotoimperiyA

Você sabia que a dependência financeira pode levar à traição? Se você acha que ninguém vai querer ‘morder a mão que o alimenta’ está redondamente enganada. É isso o que prova um estudo conduzido na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos. 


O estudo foi realizado pela professora de sociologia Christin L. Munsch. Segundo ela, quanto mais dependentes do ponto de vista econômico, mais as pessoas (mulheres e homens) tendem a trair o(a) companheiro(a). 

“Os resultados indicam que as pessoas gostam de se sentir relativamente iguais nos relacionamentos. Elas não gostam de depender do outro”, afirma.

Outro fato curioso é que a probabilidade de traição entre os homens que não são provedores de renda na casa é maior. Em um ano, aproximadamente 5% das mulheres dependentes dos maridos traem. Entre os homens na mesma situação, a taxa de traição chega a 15%.

Os números são explicados pela ameaça que a independência feminina significaria à masculinidade dos homens estudados.

“Sexo extraconjugal permite que os homens em situação de ameaça – por não serem o ‘ganha-pão’ da casa, como culturalmente é esperado – entrem em outro comportamento socialmente associado à masculinidade”, relata Christin.

Além disso, ela relata que os homens, especialmente os mais jovens, acreditam que a masculinidade está relacionada à virilidade sexual e à conquista.

“Assim, a infidelidade masculina pode ser uma forma de restabelecer a masculinidade. Simultaneamente, a traição permite que os homens ameaçados se distanciem e punam suas esposas dominantes”, diz Munsch.

A relação entre dinheiro e traição

Também foi descoberto que quanto mais dinheiro as mulheres colocam dentro de casa, menos elas tendem a trair.

“Estudos anteriores mostram que mulheres que ganham mais sabem que elas se desviam da expectativa cultural de que homens são os provedores financeiros. Consequentemente, essas mulheres sofrem com ansiedade, insônia e com o que os sociólogos chamam de comportamento de neutralização” explica a pesquisadora. 

Esse comportamento de neutralização seriam as tentativas (aumento do trabalho doméstico, por exemplo) de minimizar as conquistas que as diferem dos maridos.

Em contrapartida, quanto mais dinheiro o homem tem, mais ele traí. O estudo baseia-se em dados de 2001 a 2011 da Pesquisa Nacional Longitudinal da Juventude e considera mais de 2.750 pessoas casadas que variam em idades de 18 a 32 anos.

Por Thamirys Teixeira

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