Mommy Porn: na onda da trilogia "Cinquenta Tons"

Mommy Porn na onda da trilogia Cinquenta Tons

Foto/Divulgação

A pornografia voltada para o público feminino, apesar de volta e meia ensaiar uma entrada triunfante no mercado, sempre acaba ficando um pouco de lado quando o assunto é entretenimento adulto. No entanto, ao que tudo indica, essa história vai mudar com a ajuda da autora britânica E.L. James, que lançou a trilogia "Cinquenta Tons" e, inclusive, ganhou um verbete no famoso dicionário online Collins, o "Mommy Porn" (pornô para mamães) depois do seu sucesso inesperado.

Com uma pegada erótica bem forte, sem ser agressivo e com uma linguagem bem mulherzinha, o novo gênero literário promete dominar as listas de livros mais vendidos ao redor do mundo, ultrapassando até mesmo as sagas adolescentes como "Crepúsculo" e "Harry Potter". Pois é, para quem ainda acreditava que mulher não podia gostar de uma ‘sacanagem’, o sucesso da trilogia prova que não só gostamos como consumimos sem pudor o produto.

Mas, calma lá, não estamos falando de qualquer de pornografia barata, mas de literatura erótica voltada para o sexo feminino. Sabe aquelas histórias cheias de fantasias românticas (que dão um ânimo a mais na vida a dois) das quais tanto gostamos? Então, o livro apesar de trazer um considerável número de cenas eróticas (tão comentadas) é centrado em uma história de amor convencional e, segundo a autora, oferece às mulheres a possibilidade de tirarem ‘férias de seus maridos’.

Já leu o ‘Cinquenta Tons de Cinza’ e já encomendou o ‘Cinquenta Tons Mais Escuros’, mas está à procura outros títulos do gênero? Para quem descobriu a literatura erótica com apelo feminino só agora, o estilo não é nenhuma novidade. Anaïs Nin, autora da trilogia "Henry & June", "Incesto" e "Fogo", Catherine Millet, que contou suas peripécias sexuais em "A Vida Sexual de Catherine M", e Melissa Paranello, escritora de "Três" e "Cem Escovadas Antes de ir para a Cama", já fizeram isso há tempos.

Agora, para quem quer um prisma diferente da literatura erótica, os autores do sexo masculino também mandam muito bem no assunto. João Ubaldo Ribeiro escreveu "A Casa dos Budas Ditosos", no qual relata a vida sexual de uma jovem durante os anos 20, sendo que o mais interessante aqui é que o autor escreve sob a perspectiva de uma mulher.

Para quem preza a boa escrita, a nossa sugestão fica por conta do livro-reportagem escrito por Gay Talese, intitulado "A Mulher do Próximo". Todos os títulos conseguem ter momentos tão quentes quanto a trilogia "Cinquenta Tons" e vale a leitura.

Por Paula Perdiz

Comente