Lulu é apenas um modismo?

Lulu

Foto/reprodução

Desde que o aplicativo Lulu veio ao Brasil, um furor tomou conta das mulheres e dos homens, muitos discursos sociológicos e teorias da conspiração foram escritos e as opiniões se dividem desde então. Apenas um detalhe: será que é preciso levar isso tão a sério?

Sim, ele expõe os homens. E qual é o grande problema? Não é isso que os homens fazem desde que o mundo é mundo? Apenas tiveram a ideia de colocar isso na internet e dar a primeira palavra para as mulheres, as luluzinhas.

Todos os dias, as mulheres são classificadas onde quer que estejam seja no mundo real ou virtual, seja em casa ou no trabalho, seja na balada etc. Sim, estamos acostumadas, o que não estamos acostumadas a fazer é ranquear os homens, e nisso o Lulu consegue proporcionar uma diversão um pouco bizarra, uma vingancinha desnecessária.

Lembram-se da Luluzinha dos quadrinhos que depois ganhou um desenho animado e que era a fundadora do famoso Clube onde somente meninas eram aceitas? Pois é, vale lembrar que as meninas davam um baile de esperteza nos meninos, mas isso é outro assunto.

E daí veio o nome, já que somente as meninas podem entrar. E com toda a liberdade podem avaliar os caras, darem notas e descrever o perfil através de hashtags, bem comportadas, diga-se de passagem. O Lulu nem fala de detalhes picantes. É tudo muito comportado, reparem como é contido.

Alguns comentaram que acham que é um machismo invertido, outros defendem a brincadeira, e outros estão aproveitando para falar mal do casinho da vez ou do namorado para outras mulheres falarem mal dele e assim, evitar as paqueras. Deu para entender porque não dá para levar o Lulu a sério? Aliás, a pergunta que devemos nos fazer é outra, para quê levar isso a sério.

Por Giseli Miliozi

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