Lubrificação feminina: 5 alimentos que ajudam

5 alimentos que ajudam na lubrificação feminina

O chocolate traz a sensação de prazer, bem-estar e aumenta a libido mas o ideal é consumir esse alimento de maneira moderada. Foto: Innocenti and Lee/ Image Source/ Corbis

Uma boa série de preliminares e carinhos ajuda, e muito, a deixar a mulher mais excitada e, consequentemente mais lubrificada e pronta para a relação sexual. Mas há outras formas de potencializar a lubrificação vaginal. Uma delas é por meio da alimentação.

Assim como uma dieta saudável colabora para um funcionamento adequado de todo o organismo quando não temos cuidado como que colocamos no prato podemos causar alterações hormonais e prejudicar inclusive a vida sexual.

"Alguns alimentos agem aumentando a libido e a lubrificação vaginal, pois têm propriedades que aumentam a circulação de sangue na região genital", explica a ginecologista e a obstetra Dra. Erica Mantelli.

Funciona assim: quando a circulação aumenta, mexemos com o nosso sistema nervoso central. Ele altera a nossa libido, favorece as sensações de prazer, a produção de hormônios sexuais e, logo, a lubrificação vaginal.

Dentre os alimentos que melhoram o desempenho sexual estão:

Alho: causa aumento circulação e lubrificação vaginal.

Aspargos: contém vitamina B3, aumenta circulação sanguínea na região genital e a lubrificação.

Frutos do mar: possui zinco e aumenta a produção de secreções, com isso aumenta a lubrificação.

Banana: contém magnésio e aumenta lubrificação

Chocolate: traz a sensação de prazer e bem-estar. Aumenta a libido.

Segundo a ginecologista o ideal é consumir esses alimentos de maneira moderada, porém, cada organismo responde de um jeito e a quantidade varia de acordo com um.

Vale lembrar que a lubrificação só ocorre após período adequado de estimulação e manifestação de desejo em ter relação sexual. E, confirme conta Dra. Erica conta, as principais causas para diminuição ou ausência da lubrificação são alterações hormonais, menopausa, período pós-parto, infecções vaginais, uso de alguns medicamentos, doenças sexualmente transmissíveis, diabetes e desordens psicológicas.

"Traumas de infância, história de abuso sexual, estupro, educação conservadora, depressão, estresse e ansiedade podem diminuir a libido e a lubrificação vaginal. Anticoncepcionais também podem influenciar. Devido ao bloqueio da ovulação, a mulher que usa esses medicamentos corre o risco de sentir desconforto para a penetração", diz.

A ginecologista lembra ainda que existe uma doença autoimune que, por alteração genética, leva o organismo a parar de produzir fluidos corpóreos. É a Síndrome de Sjögren. Ela causa ressecamento nos olhos, vagina e cavidade oral.

Mas se a mulher está bem de saúde e se alimenta corretamente, a falta de lubrificação deve estar relacionada à estimulação incorreta. Sem ela a mulher pode não ter desejo e, como consequência, dificilmente ficará lubrificada. "A resposta sexual do homem é totalmente diferente da mulher e o ideal é que o parceiro respeite o tempo que a parceira precisa para ficar pronta para a relação sexual", orienta Dra. Erica.


Vale também fazer consultas periódicas ao ginecologista para uma avaliação completa. "A abordagem de questões sexuais deve fazer parte de todas as consultas para ajudá-la a tirar dúvidas, ficar com a saúde em dia e tirar o máximo de proveito da sua vida sexual", finaliza a ginecologista.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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