Lojas de São Paulo fazem campanha contra o estupro

Lojas de São Paulo fazem campanha contra o estupro

Foto - Divulgação

Quem olha pode até achar que é uma promoção, mas o que está estampado nas vitrines das lojas da Rua Oscar Freire, em São Paulo, é uma campanha contra o estupro. Adesivos com um grande "26%" faz referência aos resultados da polêmica pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sobre a violência contra a mulher.

A iniciativa foi realizada pelo Instituto Maria da Penha, responsável pelo combate a agressões contra as mulheres. Em formato de splashes de descontos, os adesivos sobre a violência contra a mulher reforçam: "O número mudou, mas ainda é absurdo. Não é desconto: é a quantidade de gente que acha que o jeito da mulher se vestir justifica o estupro. Essa loja não apoia isso", seguidos da hashtag #essamodatemqueacabar.

As ilustrações relembram que no dia 27 de março, o levantamento do Ipea afirmou que 65% dos brasileiros concordam que as "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem

ser atacadas". No dia 4 de abril, após gerar polêmica e incentivar campanhas contra o estupro, o órgão se retificou e disse que a apuração estava errada; apenas 26% dos brasileiros concordam com a afirmação.

De acordo com informações do Instituto Maria da Penha, mesmo com a diminuição da porcentagem, os números servem para novas campanhas e discussões sobre a violência sexual contra a mulher. A iniciativa conta com o apoio da jornalista Nanda Queiroz, responsável pelo movimento #eunaomerecoserestuprada. Os adesivos podem ser impressos por qualquer usuário, basta acessar o site: http://www.mariadapenha.org.br/docs/selo_pdf.pdf


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