Ipea reconhece erro em pesquisa de estupro: 65% era 26%

Ipea reconhece erro em pesquisa de estupro 65 era

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O resultado do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) trouxe uma ampla discussão nas redes sociais sobre estupro e violência contra a mulher, principalmente por conta da campanha online #EuNãoMereçoSerEstuprada, entretanto o órgão assumiu o erro de que na verdade 26% dos brasileiros acreditam que mulher que usa roupa curta merece ser atacada, não 65%.

Após ser informada sobre o novo dado, a jornalista Nana Queiroz, de 28 anos, afirmou que a campanha irá permanecer e que o erro do Ipea não a desqualifica, principalmente porque ainda continuam as investigações das ameaças recebidas pelas mulheres durante o protesto online.

Mesmo com uma metodologia questionável e a falta de confiança no próprio instituto fato é que a cada 90 minutos, 15 mulheres são assassinadas de forma violenta. E que o SUS atende em média 2 mulheres por hora vítimas da violência sexual. Mais ainda: o estupro é um crime que tem mais vítimas que o homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Sobre a pesquisa o instituto disse à imprensa: "As conclusões gerais da pesquisa continuam válidas, ensejando o aprofundamento das reflexões e debates da sociedade sobre seus preconceitos". O comunicado foi assinado pelos pesquisadores Natália Fontoura e Rafael Guerreiro Osório, que pediu sua exoneração do cargo de diretor de estudos e políticas sociais do Ipea.

Por Juliana Lopes

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