Hipnose ajuda a tratar problemas sexuais

Hipnose para tratar problemas sexuais

Ejaculação precoce, frigidez, ansiedade e nervosismo na hora do sexo. Estes e muitos outros problemas podem ser resolvidos com a ajuda da hipnose. Entretanto, o procedimento atua somente no efeito. Para atingir a causa é preciso aliá-lo a outros tipos de tratamentos.

O psicanalista e hipnólogo clínico Paulo Giraldes exemplifica: "Se você tem uma dor de dente, a hipnose vai fazer o desconforto cessar, mas não vai eliminar a causa dele. Na sexualidade é a mesma coisa. A raiz do problema - deficiência hormonal ou trauma - precisa ser investigada de maneira mais detalhada."

O procedimento hipnótico para ajudar o paciente e lidar melhor com problemas sexuais não se difere dos outros. A pessoa relaxa e mergulha em um estado de hiperatenção e consciência. Dr. Paulo faz questão de esclarecer que a hipnose não é o que se vê na televisão, ou seja, não corresponde ao ato de dormir e não se lembrar de nada. Muito pelo contrário.

"Quando você lê um livro interessante ou assiste a um programa preferido, naquele momento podemos dizer que você está num estado alterado de atenção que se parece com a hipnose. O foco passa a ser aquela ação e muitas vezes outra pessoa começa a conversar sobre outras coisas e você nem percebe", esclarece.

A sessão dura em média duas horas e a melhora pode ser percebida num período de 10 a 15 dias. "Antes de iniciar a hipnose eu ensino a pessoa a ter autoconfiança, para que ela possa colocar em prática este procedimento sem a ajuda de um hipnólogo. Para isso, eu defino um signo-sinal, uma espécie de código que a paciente deve usar sempre que quiser entrar em estado hipnótico. Pode ser desde um estalar de dedos a um toque na testa", conta Dr. Giraldes.


O hipnólogo afirma que tanto homens quanto mulheres procuram o procedimento para amenizar problemas sexuais. E na maioria das vezes, são encaminhados pelos seus médicos. "Quando o problema é de causa orgânica, a hipnose não funciona. Ela é somente metade do tratamento. Para atingir a causa é preciso aliá-la a outros tratamentos, que variam de acordo com o problema sexual", orienta o especialista.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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