Gel feminino que bloqueia a passagem do HIV

Gel feminino que bloqueia a passagem do HIV

A cada ano surgem 33 mil casos de HIV no Brasil, conforme o Ministério da Saúde. Pesquisas realizadas pela instituição mostram que apenas cerca da metade da população (45,7%) faz uso consistente do preservativo com seus parceiros casuais (usou em todas as relações eventuais nos últimos 12 meses), sendo que os homens são os que mais usam preservativos.

Os pesquisadores estão em busca de microbicidas géis, anéis, esponjas e cremes para prevenir infecções pelo vírus da Aids ou por outras doenças sexualmente transmissíveis. Por enquanto, ainda não existe algo realmente eficiente, entretanto profissionais dos Estados Unidos estão desenvolvendo uma "camisinha molecular" para mulheres em forma de gel. Ela seria aplicada na vagina antes da relação sexual. Ao entrar em contato com o esperma, o gel liberaria uma substância anti-viral que atacaria o HIV e formaria uma rede que impediria a passagem do vírus.

Em um estudo publicado na revista científica Advanced Functional Materials, os cientistas testaram o material em células vaginais humanas e comprovaram que ele bloqueia a passagem das partículas de HIV.

A equipe de pesquisadores vem trabalhando no desenvolvimento da camisinha feminina em gel há vários anos. Em 2006 surgiu a primeira versão, que se transformava em uma capa gelatinosa ao entrar em contato com a pele e voltava ao estado líquido ao entrar em contato com o sêmen. Porém, quando a temperatura está muito alta, o gel não volta ao estado líquido.

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Dessa forma, os especialistas fizeram o processo oposto, ao invés de líquido, ele fica mais sólido. Mesmo com o sucesso dos teste, a equipe afirma que serão necessários mais anos de testes para que o produto possa estar disponível ao consumo.

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