Friozinho combina com sexo?

Friozinho combina com sexo

Há quem levante a bandeira que sexo combina mesmo é com verão, corpo à mostra, disposição, calor. Mas não dá pra negar que o clima de aconchego do inverno também tem tudo a ver com romance e, por consequência, sexo! E até a ciência concorda.

Isso porque, o nível de testosterona, principal hormônio por trás do desejo sexual, varia durante do ano, segundo pesquisa feita no hemisfério norte, onde as estações são bem definidas. Por lá, esse hormônio circula mais no outono do que na primavera, por exemplo. E, nessa época, já se constata maior atividade sexual e aumento das vendas de anticoncepcionais e camisinhas. Há uma explicação evolucionista para o fato. Com maior concepção nessa época, os bebês nasceriam nos meses mais quentes por lá, entre julho e agosto, o que favoreceriam as chances de sobrevivência.

A médica Cibele Fabichak, autora do livro "Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens" (Ed. Novo Século), garante que espécie humana é fecunda e fértil em qualquer momento do ano. O que se já se sabe, além desse estudo feito nos países do Hemisfério Norte, é que, pela manhã, os níveis de testosterona são mais altos nos homens do que no início da noite, por exemplo. "Os estudiosos afirmam também que os homens, no hemisfério norte, se tornam mais ativos sexualmente quando a duração de dias ensolarados é menor, como no outono e inverno".

Ela admite que o verão, num país tropical como o Brasil, pode sim ser um fator de predisposição ao sexo, já que as pessoas usam menos roupas e mostram mais o corpo - o que afeta diretamente os sentidos. "A visão, por exemplo, é um dos elementos fundamentais do início da atração física (principalmente para o homem) que, obviamente, aproxima as pessoas e torna maior a possibilidade de atividade sexual", afirma Cibele.

Por aqui, segundo Cibele, pesquisas indicam que a influência das estações sobre nascimentos não é tão expressiva, mas que há pico de nascimento entre o trimestre março-abril-maio. "Considerando estes dados, podemos dizer que, talvez, exista uma discreta tendência a maior atividade sexual entre os meses de junho e agosto, inverno no Brasil. Mas isso é apenas uma suposição e não um dado científico confirmado".


Ela lembra ainda que, apesar de o ambiente - como mudanças das estações do ano - afetar a quantidade de hormônios sexuais, o fato é que o ser humano foi equipado biologicamente para estar sempre pronto para o sexo. Ufa!

Por Sabrina Passos (MBPress)

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