“Eu trabalho em sex shop”

Eu trabalho em sex shop

Quando precisam de emprego, algumas mulheres buscam vaga em balcões de lojas. No entanto, poucas se imaginam trabalhando em lugares que comercializam vibradores, lubrificantes e vídeos eróticos. Bobagem...essa pode ser uma forma de ganhar a vida.

Quatro meses atrás, Flavia Lucia Lemes procurou emprego no jornal e encontrou vaga em um Sex Shop. “Nunca tinha trabalhado com isso antes, mas era uma chance e eu precisava. Então, aproveitei sem nenhum problema”, conta a balconista do Bris Sex Shop, no bairro do Morumbi, em São Paulo.

Antes de aceitar a proposta, Flavia apenas perguntou para o namorado, com quem se relaciona há mais de um ano, se ele era contra. “Ele não entrou em crise. Pelo contrário, ainda quer que eu compre algumas coisas”, brinca.

Apenas a mãe da balconista não aprovou a idéia. “Minha mãe não gosta muito, mas não moro mais com ela, então, isso não interfere. Eu moro com a minha irmã e ela não comenta nada, é muito reservada”, diz.

A loja onde Flavia trabalha é freqüentada por homens, mulheres, casados, solteiros e até amantes. “Às vezes, percebemos que o homem está comprando uma coisa que não é para a mulher, porque ele fica preocupado se vai sair o nome do sex shop no cartão, como se ninguém pudesse descobrir”, declara.

Os produtos que as mulheres mais compram são fantasias, vibradorese óleos especiais, que estimulam na hora da relação sexual. Já os clientes do sexo masculino investem mais nas próteses penianas. “Um ou outro compra lingerie, normalmente para a mulher”, completa a balconista.

Aliás, sobre homens que vão atrás de lingeries, Flavia tem uma história curiosa. Ela achava engraçado um cliente que comprava lingeries e sempre queria experimentá-las. Porém, depois de muito tempo, o cliente confidenciou que sua mulher gostava que ele usasse suas roupas íntimas. “Um dia, depois de pagar, ele perguntou se podia ir ao vestuário colocar a lingerie antes de voltar para casa. Eu disse que sim. Ele saiu todo feliz, falando que ela tinha servido”, conta.

Apesar da visita freqüente do público masculino, a balconista diz que não tem problema com assédio. “Eles não passam do limite, sabem respeitar”, afirma.

Fonte - MBPress

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