Etiqueta na casa de swing: o que pode e o que não pode?

Afinal, pode ou não pode tudo na casa de swing?
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Foto - Shutterstock

Quem não está familiarizada com o tema (mas tem curiosidade), muitas vezes fica confusa no que diz respeito ao que pode e não pode nas casas de swing. Afinal, há etiqueta nesses locais? Isso varia bastante. Paulo Macedo, proprietário da Agência Casal First Tour, explica que a difusão e popularização de casas de swing, que acabaram por se confundir com baladas para jovens, derrubaram o código de ética ou uma norma de conduta que antes existia.

 “Existem dias da semana em que são permitidos solteiros, outros apenas casais, mas como regra geral podemos dizer que nas salas íntimas, sejam elas coletivas ou individuais, tudo é permitido, obviamente com exceção às drogas, violência, etc”, conta o proprietário.

Por causa dessa difusão, acabou surgindo uma nova forma de swing, que atinge um público mais homogêneo e ambientes mais seguros e confortáveis. São as festas fechadas em hotéis, motéis e as viagens para destinos exclusivamente voltados ao público swinger. Nesses roteiros é possível controlar quem participa e criar ambientes mais charmosos, luxuosos e sensuais.

Macedo explica também que existem alguns ambientes distintos dentro de uma casa de swing. “Na pista de dança e no bar, as pessoas bebem dançam e pode rolar uma paquera. Na área íntima, hás salas comuns que podem ter sofás ou camas onde diversos casais interagem livremente e também é possível apenas ficar olhando. Os quartos individuais destinam-se a casais que preferem mais privacidade, mas a maioria deles tem treliças ou vidros, para que as pessoas de fora possam ver o que está acontecendo. E há, finalmente o labirinto, onde a ideia é que todos se ‘esbarrem’ na escuridão, e muita coisa acontece ali mesmo, de pé, geralmente”, revela.

Não existe um perfil definido de frequentadores de casas de swing. Hoje o público está mais liberal, indo desde casais casados e com filhos, até amigos muito jovens, que vão por curiosidade para ver como é lá dentro, sem sequer ser um casal propriamente dito. 

A ideia é satisfazer os desejos e foi justamente isso que atraiu o casal Karla Rinout e Antônio Rinout. Eles revelam que o swing reacendeu a chama entre os dois. “Vemos no swing a oportunidade de colocar em pratica as fantasias que temos, mas não há coragem de falar, fazer ou ainda se perdem com a rotina. Com o swing, nós reavivamos a paquera e aumentamos a atração entre nós, pois nestes momentos deixamos tudo de lado e pensamos somente em nós dois, o que queremos e como nos faremos felizes”, contam.

 “Preocupamo-nos em nos produzirmos de forma especial, sensual para nós mesmos e claro, para os outros, desde a lingerie até o perfume passa a ser um detalhe importante, coisas que a rotina alucinada muitas vezes nos faz esquecer”, diz Karla.

O casal Rinout conta que os dois são adeptos à troca de casais. “Incluir o envolvimento com outro casal apimenta mais ainda a relação. Hoje não temos segredos um para o outro e podemos falar livremente sobre qualquer fantasia ou se achamos alguém bonito ou atraente, sem frescura. Com isso a confiança entre o casal ficou muito maior. Em resumo além de ser marido e mulher, hoje somos o melhor amigo um do outro, com segredos inconfessáveis, coisa que a maioria dos casais tem apenas com amigos e amigas fora do casamento”, concordam os dois.


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