É festa! Parte 4: Dr Jeckyl e Mr Hyde?

É festa Parte 4 Dr Jeckyl e Mr Hyde

Foto: Pulp Photography/Corbis

Ao contrário de antes, quando pouco falaram por motivos óbvios, dessa vez conversaram deliciosamente. Era um papo gostoso. Inteligente sem ser arrogante e picante sem ser abusado. Estar ao lado dele conversando era tão bom como anteriormente em seus braços. Se antes era só desejo, agora havia um algo mais.

Achou estranho ele não comentar sobre os beijos de antes, mas... Quem sabe estivesse apenas tentando retomar as rédeas da situação. Afinal, por sua culpa o evento anterior foi totalmente precipitado, apesar de delicioso, sem dúvida.

Em determinado momento pararam. Segundo ele haveria em breve uma queima de fogos, e dali teriam vista privilegiada. Neste instante, ele tocou em seu queixo aproximou o rosto e disse - "Se bem que... Privilegiada e a visão dos seus lábios..." Beijando-a suavemente a princípio e depois aumentando a intensidade, enquanto acariciava o corpo dela sobre o vestido.

Mais uma vez ela foi na lua, os fogos de artifício começaram, mas ela sentia que todo aquele show pirotécnico acontecia nela, tamanhas as sensações. Era tudo diferente de antes, com mais calma, mais romance... Queria que o tempo parasse. Que homem era aquele que conseguia ser um arroubo total num momento e em outro, só delicadeza e carinho?

Quanto mais a beijava, mais ela se entregava. Com passos lentos, ele a conduziu para um cantinho, onde o burburinho da festa corria longe. Ele tentou tirar sua máscara, mas ela o impediu. Disse que havia uma certa magia em tudo aquilo e ele concordou. Eventualmente as máscaras se esbarravam, mas quem se importava?!

Os beijos desciam por sua boca, pescoço, colo... A mão buscou o zíper em suas costas, e mais uma vez ela pediu que não fizesse assim, tinha medo de ficar muito exposta. Mais uma vez ele acatou sua decisão. Estava menos impetuoso, mas não menos delicioso, parecia outro homem, mas era tudo tão bom.

Enquanto o corpo dele roçava ao seu, entre muitos beijos sentiu as mãos levantando o vestido, encaixando as duas palmas em seu traseiro, trazendo suas ancas mais próximas a ele que estava visivelmente excitado.

Mai uma vez como adolescentes se esfregaram ali, vestidos. Com a mão direita ele a acariciou, afastou a calcinha e afundou dois dedos nela, que estava totalmente úmida de desejo. Com uma destreza invejável, a acariciava "lá" sem deixar de beijá-la, quase levando à loucura.

Sentiu que estava prestes a gozar em seus dedos, e chegou a dar um gritinho, habilmente sufocado por um beijo dele. O orgasmo veio forte, em espasmos, sentia as contrações em seus dedos e naquele momento, como lamentou que não fosse ele todo dentro dela.

Aos poucos seus corpos relaxaram, os beijos dele ficaram mais suaves. Ficaram encostados um ao outro, ofegantes.

Ele se afastou um pouco e sorriu olhando para baixo - "Acho que tivemos um acidente de percurso. Você é muito gostosa! Ainda bem que a calça é preta..." e ela sorriu envergonhada - "Desculpe..."


Ele então tocou seus lábios com um dedo, impedindo-a de continuar lamentando. "Foi delicioso! Só preciso dar um jeito nisso, vou ao banheiro. Dê um tempo, se recomponha um pouco e nos encontramos lá dentro, na festa. Você é maravilhosa." Beijou-a e saiu.

Tão logo ele saiu, ela tentou se arrumar como podia. Deu um tempo e logo seguiu para a festa, também precisava ir ao banheiro, retocar a maquiagem.

Se olhando no espelho pensou com um sorriso sapeca, que louca! Louca, louca, louca... Aquele homem definitivamente a tirou do sério...

Beth Vieira é designer de moda por formação e webwriter por paixão. Uma loba em pele de cordeirinha que desde 2003 escreve sobre erotismo e comportamento sexual na web. Contato:beth.vieira@gmail.com

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