Dia de sair do armário

Dia de sair do armário

Você sabe o que é comemorado no próximo domingo? O "Dia de Sair do Armário". Isso mesmo, a data que já é comemorada há quase 20 anos nos EUA, começa a ser lembrada agora no Brasil. A iniciativa é da ONG Estruturação - Grupo LGBT de Brasília.

Welton Trindade, diretor da entidade, explica que eles já haviam feito algumas iniciativas nesta linha, de maneira isolada, mas agora resolveram fazer algo maior com o objetivo de colocar em pauta o assunto "sair do armário". "Os homossexuais estão conquistando direitos com os governos e em empresas privadas. Por exemplo, algumas já permitem colocar o companheiro no plano de saúde, mas se a pessoa não é assumida, não pode fazer o uso deste direito."

Ele conta que algumas pessoas ainda tem receio de se assumir e isso até é justificado, afinal, somente na ONG existem 3 mil casos de pessoas expulsas de casa por esse motivo, mas mesmo assim ele acredita que é mais fácil do que muita gente imagina "Na verdade, existem mais fantasmas dentro do armário. Ao conversar com quem já se assumiu, você percebe que todos se sentem melhor fora do armário."

Para chamar atenção para a data, a ONG está realizando algumas ações criativas, como um divertido concurso de fotografia de pessoas literalmente saindo do armário (votação está sendo realizada pelo site da entidade, o www.paroutudo.com/estruturacao), distribuição de uma mini cartilha sobre o tema e depoimento de gays famosos contando como foi para eles se assumirem.

Para quem está sem coragem de "sair do armário", Welton dá duas dicas que ele vê como fundamentais. A primeira é que cada um tem seu tempo, é necessário estar bem consigo mesmo. A segunda é que é mais fácil ir contando aos poucos. "Primeiro para alguém bem próximo, depois outro amigo e assim por diante."


Mas claro que isso não é uma regra, cada um tem que encontrar sua melhor maneira. Welton, por exemplo, saiu do armário de uma maneira bem inusitada. "Eu me assumi no Jornal Nacional. Furei um bloqueio de seguranças e entreguei uma bandeira do movimento gay para o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Só depois que as imagens já haviam sido mostradas liguei para minha mãe."

Por Larissa Alvarez

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