Convivendo com o HIV

simbolo do hiv

Após uma relação sexual desprotegida, Rafael Silva*, de 22 anos, descobriu que havia sido contaminado pelo vírus HIV. “Adquiri o vírus após uma relação sem proteção com uma antiga namorada. Confiava nela. Eu era jovem, irresponsável e acreditava que esse tipo de coisa só acontecia com os outros”, conta ele, que convive com o HIV há dois anos. Histórias como essa, ao contrário do que muitos pensam, acontecem com frequência e servem de alerta para um tema importante: a necessidade do soropositivo contar ao seu parceiro que possui o vírus.

O psicólogo Marcelo Picini adverte que o mais importante é se prevenir. “A prioridade tem de ser a prática do sexo seguro. O preservativo é a melhor forma de proteção nesses casos”, diz. Picini também acredita que o melhor é informar o parceiro que tem o HIV. A vergonha, o medo de ser abandonada e discriminada são razões que impedem a pessoa que vive com o HIV de contar a verdade ao seu companheiro. “O risco é perder o namorado, como qualquer outro risco que faça parte de uma relação entre duas pessoas”, opina o psicólogo.

O vírus não impede que o soropositivo tenha uma vida sexual ativa com seu parceiro. “Hoje tenho uma namorada. Estamos juntos há oito meses e contei logo que a conheci que tinha HIV. Ela me aceitou e tomamos muito cuidado para que ela não adquira a doença. Temos um relacionamento normal, como qualquer outro”, diz Rafael Silva.

Contar ao cônjuge, às vezes, pode ser uma decisão difícil de ser tomada. Porém, ela é importante para ajudar a combater uma doença que mata aproximadamente tantas pessoas por dia em todo o mundo.

Fonte - MBPress

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