Conto erótico: É festa! Parte 3 - Beijos, beijos e muitos beijos!

Conto erótico É festa Parte 3 Beijos beijos e mui

Foto: Corbis

Saiu do banheiro discretamente buscando-o com o olhar. Naquela imensidão de smokings e máscaras a tarefa parecia quase impossível.

Mesmo já estando levemente de pilequinho, pegou mais um champanhe para tomar coragem e passeou pela festa na tentativa de encontrá-lo. Quando o avistou, percebeu que estava parado sozinho, exatamente no mesmo lugar onde esbarraram anteriormente. E pensou que era um sinal... Certamente esperava por ela.

Aproximou-se cheia de si, tocou em sua cintura para pedir licença e fez um gracejo - "Hummm... Agora é você fechando o meu caminho." - roçando suavemente seu corpo ao dele, enquanto buscava passagem.

Nesse momento ele sorriu de volta. Aquele sorriso lindo de antes, só que dessa vez mais safado. Havia entendido o recado.

E completou - "Creio que há um engano, talvez você esteja me confundindo com..." E antes que terminasse talvez motivada pelo álcool, ou quem sabe por puro desejo, tascou um super beijo no delicioso estranho. Beijo que foi retribuído vigorosamente para sua agradável surpresa.

Ainda que a iniciativa do beijo tivesse partido dela, a condução de tudo o que veio depois foi dele. Sem muitas palavras, enroscaram-se em beijos e abraços. Tão logo ele avistou um cantinho mais reservado, puxou-a pela mão. Resguardando-se no lugar perfeito para se divertirem com um pouco mais de privacidade.

Gostou daquela impetuosidade, nem parecia o rapaz polido de antes. Aqueles lábios não eram apenas lindos, mas saborosos. Sem pensar muito se deixou acariciar cada vez mais por aquelas mãos habilidosas, enquanto saboreavam a boca um do outro.

Sentia um calor, uma sensação de euforia... Quantas mãos e bocas aquele homem tinha afinal para provocar tantas sensações?! Ficou molinha em seu abraço, e ao mesmo tempo acesa, como se tivessem soprado uma brasa dentro dela.

Sentia-o apertar seus seios, morder seus lábios e suas mãos percorrerem cada centímetro do seu corpo sobre o vestido. Em determinado momento, sua boca foi descendo fazendo um caminho do pescoço ao decote, deixando-a completamente sem fôlego.

Encostou-a na parede com o corpo, roçando nela visivelmente excitado. De repente ela se sentiu uma adolescente, dando uns "amassos calientes" com um ficante ocasional. Estava zonza, não sabia bem se era efeito da bebida ou dos beijos.

Percebeu então que o clima esquentou tanto, mas tanto, que estava a segundos de fazer sexo com um total estranho, no meio de uma festa e aquilo de repente à assustou apesar de todo o desejo.

Entre um amasso e outro abriu os olhos para ver se alguém os observava. E nesse instante, por trás da coluna que os escondia viu a amiga andando para lá e para cá à procura de algo ou alguém, certamente ela.

Desconcertada, ajeitou o vestido e desvencilhou-se dos braços dele meio tonta. "Desculpe, mas preciso ir, minha amiga está me procurando..." Saindo sem muita explicação, deixando-o ali, parado, literalmente na mão e sem entender nada!

Aproximou-se da amiga fingindo uma naturalidade que não existia, mas por dentro estava em ebulição. A outra, tão empolgada, queria contar dos contatos que fez, das pessoas que conheceu, como sempre tagarelando sem parar... Sequer percebeu sua empolgação ou desalinho.

Enquanto ela, só conseguia pensar que beijou um desconhecido, deram uns amassos super safados no meio de um baile de máscaras, e o pior, sequer viram o rosto um do outro. Sorriu sozinha. Quem diria que existia uma safadinha dentro dela e nem era algo tão ruim assim. Pelo contrário, que sensação deliciosa ainda guardava em seu corpo...

Combinaram um horário e ponto de encontro, afinal, o lugar era tão grande que perder-se não era difícil. Sua amiga voltou para o grupo, perguntando se queria acompanhá-la. E ela logicamente disse não. Nesse momento só queria uma coisa, reencontrar aquele homem e continuar de onde havia parado.

E apesar de alguma dificuldade para encontrá-lo, avistou-o perto do bar, sozinho, parecendo meio entediado, mexendo displicentemente as pedras de gelo no copo de uísque.

Aproximou-se sorridente e desculpando-se - "Mil desculpas, era minha amiga e precisávamos combinar um horário e local de encontro para o fim da festa..." dessa vez com mais intimidade quase encostando seu corpo ao dele enquanto falava. Doida para sentir novamente suas mãos nela.

Ele levantou as sobrancelhas parecendo surpreso, mas sorriu. Devia pensar que era maluca depois do que aconteceu a pouco, mas logo comentou - "Amiga precavida, uma moça linda como você poderia ser presa fácil para os gaviões daqui. Quem sabe até ser raptada para algum ninho..."

Disse de maneira divertida, mas sem a ousadia de antes. Devorava-a com os olhos, mas parecia esperar por uma deixa ou algo assim para dar o próximo passo. Como se aqueles beijos no corredor escuro não tivessem acontecido.


Tudo bem que foi ela que praticamente o agarrou anteriormente, mas... Precisava voltar a ser tão educado como quando se esbarraram pela primeira vez? Ficou confusa, mas ele continuou - "Vamos dar uma volta?", obviamente concordou.

Ele ofereceu o braço, ela apoiou a mão, e enquanto se encaminhavam para o jardim pôde vislumbrar, à luz da lua, seu rosto mascarado que só deixava ver realmente a boca e o queixo. Lindo! Estava totalmente encantada.

Beth Vieira é designer de moda por formação e webwriter por paixão. Uma loba em pele de cordeirinha que desde 2003 escreve sobre erotismo e comportamento sexual na web. Contato:beth.vieira@gmail.com

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