Conselhos de psicanalistas sobre sexo e relacionamentos

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Conselhos de especialistas para refletir

Esther Perrell escreveu um livro e propôs experiências diferentes dentro de um relacionamento. Foto/reprodução Esther Perrel site

Algumas vozes de mulheres ganharam destaque na mídia de uns tempos para cá e elas estão dando dicas muito boas sobre amor, relacionamento e sexo. E alguns conselhos dessas psicanalistas sobre sexo e relacionamentos podem iluminar e muito nosso dia-a-dia, principalmente, no quesito, supere seus desafios.

O que podemos constatar com alegria é que hoje está muito mais difícil viver algo contra a vontade, a mulher conquistou seu lugar, mas tem gente que ainda é contra essa liberdade toda que a duras penas conquistamos todos os dias.

Regina Navarro é psicanalista da área sexual e vem dando seus valiosos conselhos em jornais, revistas e no Programa "Amor e Sexo", da TV Globo. O mote é a liberdade sexual diante dos padrões criados pela sociedade. Ela tem frases ótimas como essa: "Para se sentirem valorizadas, muitas mulheres julgam ser fundamental ter um homem ao lado, o resto se constrói, ou se inventa".

Além dessa tem outras frases ótimas que podem ser úteis para cada mulher se valorizar e continuar sua jornada, e qualquer semelhança do passado com nosso presente em pleno ano de 2013, é mera coincidência, veja esta: "Muitos acreditam erroneamente que a Antiguidade foi o paraíso da não repressão, mas é lenda. O prazer feminino não era exatamente bem-visto".

Regina se baseia em fatos reais. E apostamos que você já se perguntou mesmo em que década está, levando-se em conta os preconceitos a que muitas de nós ainda somos submetidas apenas por sermos mulheres.

Outra psicanalista, a belga Esther Perrell, escreveu um livro que fez sucesso no Brasil. Ele se chama "Sexo no cativeiro", onde ela dá conselhos bastante curiosos e proveitosos sobre como enfrentar os desafios da vida a dois. O conteúdo chega a ser polêmico, mas no geral o livro é muito bom realmente.

Ela chega a comentar que as mulheres estão acostumadas a verem no seu homem, um amigo, alguém com quem devem se identificar totalmente, e esse pode ser um dos principais erros cometidos pelas mulheres.

Para o casal ser feliz é necessário manter certa distância, somente vendo o outro com olhos menos amistosos, e mais sexies, mais julgadores, podemos encontrar o ser sexual no outro. E muitas vezes, alguns casais encontraram isso num relacionamento aberto, ou mesmo dando um tempo um do outro.

Um trecho do livro de Esther reflete as opiniões e expectativas diferentes das pessoas diante do amor num bate-papo que surgiu casualmente numa festa e sobre como subiu a popularidade dela depois do livro:

"Meu índice de popularidade nunca foi tão alto - em festas, táxis, no salão onde faço as unhas, em aviões, com adolescentes, com meu marido, em qualquer lugar que você imagine - como quando comecei a escrever um livro sobre sexo. Percebo que há certos tópicos que afugentam as pessoas e outros que agem como ímãs. As pessoas conversam comigo. Claro que isso não significa que me digam a verdade. Se há um tema que convida à dissimulação, é esse".

Mais um trecho do papo que acontece depois de ela ser perguntada sobre o tema de seu livro:

"Estou escrevendo sobre a natureza do desejo sexual - respondi.

Disse-lhes que quero saber como, ou se, podemos conseguir manter um sentimento de vivacidade e entusiasmo em nossos relacionamentos. Existe algo inerente ao compromisso que mata o desejo? É possível conservar a segurança sem sucumbir à monotonia? Pergunto-me se podemos preservar um sentimento do poético, do que Octavio Paz chama de dupla chama do erotismo.

Já tive essa conversa várias vezes, e os comentários que ouvi nessa festa não foram novidade.

- Não dá.

- Bem, o problema da monogamia é esse, não?

- É por isso que não me comprometo. Não tem nada a ver com medo. Eu simplesmente odeio sexo chato.

- Desejo duradouro? E desejo por uma noite?

- As relações evoluem. A paixão se transforma em outra coisa.

- Abri mão da paixão quando tive filhos.

- Olhe, há homens com quem a gente dorme e homens com quem a gente se casa.

Como acontece muitas vezes numa discussão aberta, as questões mais complexas tendem a se polarizar num piscar de olhos, e as nuances são substituídas por caricaturas. Daí a divisão entre românticos e realistas".

Por essas amostras podem ver que não há como prever ou saber, ou descobrir algo totalmente inovador, a felicidade em qualquer relacionamento é um mistério e o que podemos fazer é tentar se divertir em meio a tudo isso, e aproveitar os valiosos conselhos das especialistas.


Por Giseli Miliozi

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