Como retomar a vida a dois após uma traição?

Como retomar a vida após uma traição

Foto/reprodução Zimbio

Descobrir uma traição é algo doloroso e que, normalmente, faz aflorar sentimentos de culpa, raiva, mágoa e muita tristeza. No entanto, mesmo após a infidelidade do parceiro ou parceira, muitos casais conseguem superá-la e decidem retomar a vida a dois.

E nem as celebridades estão livres das ‘puladinhas de cerca’. Kristen Stewart deixou todos os fãs de boca aberta ao ser flagrada aos beijos com o diretor Rupert Sanders, com quem trabalhou no longa "Branca de Neve e o Caçador".

Seu namorado, Robert Pattinson, decidiu por um ponto final no relacionamento que iniciou em 2008, mas a estrela da saga "Crepúsculo" não desistiu de reconquistar o gato até que ele cedeu às tentativas. Mas, para viver de forma harmoniosa, o casal recorreu a um terapeuta que lhes indicou um mês sem praticarem relações sexuais. Mas será que isso funciona?

Para Thiago de Almeida, psicólogo especialista em tratamentos das dificuldades de relacionamentos amorosos, esse método pode funcionar sim. "Ambos devem se sentir confortáveis na companhia um do outro. Se isso não ocorre, não é possível retomar qualquer atividade a dois", explica.

O psicólogo descreve que a retomada da relação após uma infidelidade pode melhorar ou piorar essa relação. "Quando a pessoa perdoa tem a ver com a memória, ou seja, ela tenta superar aquela fase difícil e acredita no sentimento que ainda existe entre os dois. Além disso, ela se sente pronta para retomar o relacionamento".

De acordo com Almeida, de cada dez mulheres que são traídas 30% se separam e 70% delas retomam a relação, pois acreditam que o parceiro tinha motivos para trair ou ele cometeu o ato porque o relacionamento não estava bom. "Ela só se separa do parceiro porque não consegue lidar com a frustração de ter sido enganada. Sente-se prejudicada com a situação", comenta.

Embora alguns homens e mulheres tomem atitudes que vão desde vigiar o outro, xeretar redes sociais e e-mails, verificar pertences pessoais e até seguir o parceiro para evitar um novo acidente, o especialista diz que essas não são atitudes saudáveis. "Indícios de insegurança não são positivos ao casal. Aliás, tudo o que a pessoa faz em momentos de raiva se arrepende depois. Qualquer atitude deve ser pensada e tomada quando se está com a cabeça fria", recomenda.

Ele sugere que nos momentos de raiva, frustração ou quando um não está se dando bem com o companheiro, o primeiro passo a ser tomado é dialogar para evitar a busca de um relacionamento extraconjugal. "Dessa forma, eles terão a oportunidade de compreender onde estão errando, quais são os motivos que levaram o parceiro a ter esses sentimentos", afirma. "Não adianta jogar uma situação na cara do companheiro, sem antes dialogar sobre como podem melhorar a relação", complementa.

Por Stefane Braga (MBPress)

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