Clarice Lispector está mais atual do que nunca

Clarice Lispector é pop e ganha série na TV

Três gerações de mulheres aproveitam os conselhos de Helen Palmer, a personagem criada por Clarice Lispector. Foto: Divulgação/Globo

A escritora Clarice Lispector nos deixou em 1977, mas continua mais pop do que nunca. Quase todos os dias vemos algum conselho que parece ter sido escrito para nós e atribuído a ela.

Mesmo sem comprovação da autoria, ela vem inspirando milhares e agora ela ganhou um seriado de TV, "Correio Feminino", dentro do programa Fantástico, da TV Globo. Será a partir do próximo domingo (3/11). A série vai explorar um personagem inventado pela escritora nos anos 50 para ser amiga e dar conselhos às mulheres, a experiente Helen Palmer, interpretada por Maria Fernanda Cândido.

No seriado, três gerações de mulheres ouvem os conselhos de Helen. Luiza Brunet interpreta uma mulher madura que tem seus problemas no casamento, com filhos, e que quer melhorar tudo. Alessandra Maestrini é uma jovem senhora, que é atabalhoada, segundo descreve a atriz. Ela está apaixonada e não sabe muito bem como encarar isso - é cheia de coragem ao mesmo tempo insegura.

A modelo ruiva Cintia Dicker, em sua primeira aparição em TV, faz o papel da adolescente. Na vida real ela já tem 26, mas foi caracterizada e entrou na pele da adolescente sonhadora.

Helen Palmer representa a mulher experiente, resultado da mistura de um pouco das três. Ela já deu alguns conselhos antes da estreia do programa, todos saídos da cabeça de Clarice Lispector, que podemos dizer que se transformou em um mito.

Conselhos da Helen Palmer: acreditem foram criados nos anos 1950:

- A felicidade, dentro ou fora do casamento, precisa ser duramente perseguida. Nada de sentar-se à espera de que ela nos chame!

- A vida moderna trouxe a emancipação da mulher em quase todos os campos. O casamento não é mais uma obrigação.

Serão 8 episódios a partir do próximo domingo. A direção e criação são do diretor Luiz Fernando Carvalho, a partir das colunas que Clarice Lispector escrevia nos jornais usando o nome Helen Palmer.


Por Giseli Miliozi

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