Cirurgias íntimas ajudam na recuperação da sexualidade

Cirurgias íntimas ajudam na recuperação da sexuali

Por conta daqueles quilinhos a mais na barriga ou da flacidez nos seios e bumbum, muitas mulheres tem vergonha do próprio corpo durante o sexo, principalmente no início do namoro. Às vezes, muitas delas também não são bem resolvidas com os órgãos genitais, o que interfere diretamente na qualidade de vida e na própria sexualidade.

São alterações nos pequenos e grandes lábios, como hipertrofia (aumento) ou hipotrofia (diminuição), e ainda o escurecimento da pele. Já na região do púbis há também a hipertrofia ou mesmo a flacidez. Em muitos casos acontece o alargamento da região do períneo, por conta de incisões feitas durante o parto normal. Neste caso, a cirurgia íntima terá a função de estreitar novamente o canal vaginal. Com essas falhas, além da autoestima ficar comprometida, o ato sexual também se torna mais difícil. As mulheres ainda sentem dores durante a penetração e não conseguem relaxar durante o sexo.

Segundo o cirurgião plástico Helio Caprio, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, uma das cirurgias feitas é a ninfoplastia (redução dos pequenos lábios), geralmente em mulheres entre 25 e 50 anos, que tem um relacionamento fixo e vida sexual ativa. "A cirurgia é feita nos pequenos lábios da vulva, quando o que está em excesso é retirado". Caprio explica que a recuperação é simples. E depois de um mês a atividade sexual está liberada. Marcos Desidério Ricci, ginecologista, diz que a perda de colágeno e substituição dos tecidos com o passar da idade são outros fatores que explicam a hipertrofia dos pequenos lábios.

O contrário, isso quando há o aumento da espessura dos lábios, é considerado menos comum conforme Caprio. "As causas são genéticas. Algumas mulheres têm a região mais desenvolvida do que outras. Mas quando o volume começa a incomodar pode-se perfeitamente programar a cirurgia sem grandes problemas", aponta o cirurgião.

Com o passar dos anos, a musculatura vaginal pode ficar "murcha". Para corrigir o problema é empregada a técnica da bioplastia. "É feita através de enxertia (preenchimento) com gordura da própria paciente, assim o volume dos lábios é restaurado. A principal causa do murchamento é o processo normal de envelhecimento". No caso do excesso de gordura, a lipoaspiração do púbis é o método mais indicado. "Muitas mulheres não imaginam que há um procedimento que consegue contornar isso, principalmente por falta de informação e vergonha de falar sobre o assunto. Quando a região do púbis encontra-se desnivelada em relação ao baixo ventre causa desarmonia e constrangimento quando a mulher está despida", acrescenta Caprio.

Uma forma de reduzir o diâmetro do canal vaginal depois episiotomias ou lacerações mais profundas durante o parto natural é através da perineoplastia. O procedimento corrige a anatomia natural da vagina, ou seja, diminui a entrada vaginal que foi alargada, reforçando a musculatura do assoalho pélvico (localizada entre o clitóris e o ânus). "Caso a mulher se sinta ‘larga’ necessita da cirurgia corretiva para melhorar a vida sexual do casal", aponta a obstetra Denise Coimbra.

Já a himenoplastia não tem fins estéticos, mas sim proporciona mais prazer ao casal. Conhecida como a técnica da virgindade, ela consegue recuperar o hímem, a membrana que estava na entrada do canal vaginal, entretanto, não são todos os cirurgiões que aceitam realizá-la. O próprio cirurgião nunca foi solicitado para esse tipo de procedimento.

Caprio explica que durante o pré-operatório são realizados exames de rotina comuns a qualquer cirurgia. "E após ter discutido o plano cirúrgico, o procedimento é agendado. A alta geralmente é dada no mesmo dia após um repouso curto na clínica. O pós-operatório transcorre geralmente sem problemas e as suturas são removíveis com sete a dez dias. Mas todo o cuidado é pouco com a higiene local por tratar-se de região potencialmente contaminada pela rica flora bacteriana local", ressalta. A atividade sexual geralmente é permitida depois de um mês, conforme o método usado. Lembrando que é comum inchaços ou hematomas no período de recuperação, estes diminuem gradativamente nos primeiros quinze dias.

Em muitos casos, o escurecimento da virilha é algo que também incomoda muitas mulheres. Isso acontece por causa do uso errado da cera na depilação, ou pela queda hormonal aos 50 anos. Especialistas utilizam peelings superficiais que não agridem a pele e ajudam na remoção das células mortas.


O procedimento nada mais é do que a aplicação de um produto que permanece por poucos minutos. Depois disso, a paciente está liberada e pode voltar às atividades normais. É comum a pele descamar durante a primeira semana, mas ela volta ao normal em pouco tempo.

Por Juliana Lopes

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