Caso Nicole Bahls e Gerald Thomaz movimenta redes sociais

Caso Nicole Bahls e Gerald Thomaz movimenta redes

Foto: Agnews

Na noite de quarta-feira (10), Nicole Bahls foi até o Rio de Janeiro com a equipe do programa Pânico na Band gravar uma reportagem sobre o lançamento do livro de Gerald Thomas, "Arranhando a Superfície". Ao ver Nicole, o diretor colocou a mão por baixo da saia como podemos ver na imagem acima.

A cena rapidamente ganhou as redes sociais e dividiu os internautas. Enquanto algumas pessoas julgaram Nicole por conta do seu estilo mais "vulgar", outras condenaram a atitude do diretor, defendendo que o comprimento da roupa de Nicole não dava a Gerald o direito de fazer o que fez.

Nicole usou o Twitter para se manifestar sobre o assunto: "Fiquei muito triste". Gerald Thomas também recorreu ao seu blog, criando mais polêmica. "A mulher não é um objeto. Mas não deveria se apresentar como tal (...). Seja como for: a única coisa que realmente fiz foi tentar levantar a saia de Nicole Bahls e, pela expressão da cara dela nas fotos, she must have had a bahls!". Depois descreve Nicole como "uma menina, de (praticamente) bunda de fora, salto alto de "fuck me" e seios à mostra".

Essa discussão nos faz lembrar uma declaração que Branca Paperetti, psicóloga e coordenadora da Casa Eliane de Grammont, concedeu ao Vila Mulher há alguns meses. Ela cita um exemplo da sociedade machista em que vivemos: quando um homem tira a camisa, as pessoas pensam que ele está com calor. Já quando uma mulher usa um decote, ou uma roupa mais leve, está sinalizando que quer sexo... ou pior, que consente que o sexo seja feito a força.

Há tempos que o assunto volta à tona na sociedade. Um exemplo disso foi a "Marcha das Vadias", no ano passado. Com o objetivo de tornar claro seu direito de livre arbítrio, um vasto grupo motivou discussões sobre o direito que as mulheres têm sobre seu próprio corpo. Entretanto, essa luta ainda está longe de terminar.


A psicóloga Marisa de Abreu, fazendo uma análise a respeito das pessoas que condenaram Nicole por conta das vestimentas, declara: "Há quem diga que um vestido curto é um ‘pedido de avanço’ por parte dos homens. Será? Se considerarmos que a moça ‘pediu para que lhe levantassem o vestido’ declaradamente, será que ainda assim ele teria o direito de fazê-lo? Será que a sociedade deve isentar de culpa uma pessoa que atendeu à solicitação explicita e pratique atos descabidos? Não. Claro que não", pensa.

Sérgio Savian, terapeuta e escritor, está longe de defender Gerald Thomas, mas crê que o ato cometido por ele foi simbólico. "Ele é um cara muito descolado e quis denunciar algo. Talvez quis dizer: ‘já que você está oferecendo, eu ponho a mão", finaliza.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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