Calcinha anti-estupro

Calcinha antiestupro

Calcinha anti-estupro resistente a facas e tesouras causou polêmica. Foto/divulgação

Pode parecer extremismo, mas é verdade. A calcinha anti-estupro foi criada nos Estados Unidos e já está causando polêmica. O motivo não é pelo fato da calcinha em si e sim pelo conceito que foi utilizado.

Esta calcinha é feita de um tecido muito resistente, que não rasga nem com o atrito de objetos cortantes como facas e canivetes e que possui uma espécie de segredo que só poderia ser aberto com uma senha, se a usuária não se lembrar ficará em apuros para ir ao banheiro por exemplo.

A linha inclui itens de vestuário esportivo e modelos com design que lembram calcinhas comuns. A ideia é dificultar o crime e dar mais tempo para a chegada de socorro.

A tal calcinha é chamada de AR Wear (as iniciais são para "antiestupro" em inglês) e ainda está em fase de arrecadação de financiamento. O modelo inicial foi apresentado no site Indiegogo, que lista negócios empreendedores em busca de fundos para seus projetos. Segundo os idealizadores, em julho de 2014 as primeiras unidades ficarão prontas.

Até aí tudo bem, o que revoltou as feministas é o texto de apresentação do projeto que diz que a peça transmite ao estuprador uma mensagem: "mensagem clara de que a mulher não está consentindo".

Essa frase causa no mínimo, uma estranheza. Dá a impressão que a mulher é de alguma forma responsável caso seja estuprada, já que não disse claramente que não quer sexo. A empresa se justificou dizendo que jamais quis dizer isso, mas agora já se fez uma tremenda confusão.

Nós também achamos abusiva a declaração. Um homem sabe muito bem entender quando uma mulher não quer transar com ele, não é mesmo?


Por Giseli Miliozi

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