Assédio sexual impede progresso feminino no campo científico

Assédio sexual cientifico

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Recentes pesquisas revelaram fatos alarmantes. Mulheres que trabalham no campo da ciência tendem a sofrer assédio sexual por parte dos professores e superiores. Esse também pode ser o motivo responsável por brecar o crescimento das mulheres nesse campo.

Professoras da Universidade de Illinois fizeram um pesquisa online com estudantes de antropologia, arqueologia, biologia e geologia. Das 666 respostas que receberam, cerca de dois terços confessaram já terem sofrido assédio sexual dentro do campus, durante pesquisas, e 20% contaram já terem sofrido agressão sexual física. Geralmente os agressores são os superiores.

Outro estudo, realizado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, mostrou que o fato de serem do sexo feminino impediu o crescimento profissional de mais da metade das mulheres. Foram 502 entrevistadas. Elas também afirmaram que em alguns casos, não levaram créditos por seus projetos.

Esse fato pode ser confirmado por um outro estudo liderado por Katherine L. Milkman, da Universidade da Pensilvânia. Ela enviou mais de 6.500 cartas a 259 faculdades sugerindo projetos de pesquisas. Os professores responderam mais aos emails que foram com o nome fictício de um homem do que de uma mulher.

Para Julienne Rutherford, bióloga e antropóloga da Universidade de Illinois, ao se descartar mulheres dessa maneira, as perdas para a ciência são enormes. E não são só as cientistas que sofrem abuso ou têm sua carreira diminuida no campo da ciência. Jornalistas científicas contaram também que já sofreram assédio verbal e físico pela fonte.

Seja por vergonha ou medo de perderem sus empregos, muitas mulheres resolvem se calar. Para mudar esse quadro, é preciso agoir em duas frentes culturais; homens aprenderem a respeitar e entender a evolução das mulheres no campo da ciência, e mulheres não se acanharem e denunciarem os agressores.


Por Helena Dias

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