A delícia dos beefcakes

A delícia dos beefcakes

Clive Owen. Foto: divulgação.

O dicionário informal de expressões define, sem meias palavras: os beefcakes são aqueles homens com atrativos físicos de babar! Os músculos praticamente falam sozinhos nesse tipo de homem que estava sumido da lista de preferência das mulheres mas agora, está de volta.

Depois dos metro, dos über e o dos neossexuais, agora é a vez dos machossexuais - ou beefcakes. Hum, um bolo de carne que nem a maior das vegetarianas resistiria.

Recentemente, o jornal britânico Daily Mail publicou uma coluna animada, de Tania Gold, dando adeus aos magros metrossexuais e boas vindas, novamente, aos musculosos beefcakes.

Eles não pintam as unhas, não cuidam do cabelo com zelo em excesso, não entendem de moda e nem compram roupa na mesma loja (e às vezes mesma numeração) que você. É homem, com cara de homem, do jeitinho que a gente sempre achou que deveria ser, sem frescura. “Melhor que Natal todo dia ou aumento de salário, eles são homens que realmente se parecem com homens”, escreveu Tania.

Segundo ela, até Hollywood já percebeu que o negócio é investir nesses bolinhos feitos de músculo. Ou você imagina Leonardo DiCaprio interpretando Wolverine? Jude Law como o anti-herói de SinCity? Mil vezes Hugh Jackman e Clive Owen. “Os ícones masculinos que pesam menos do que eu estão com os dias contados”, profetizou a jornalista.

David Beckham, rei dos metrossexuais, pode até deixar o trono de lado e entrar na classe dos beefcakes, se contarmos apenas os músculos do jogador. Mas nada de saias, ok, mister Spice?“Eu fico bem feliz que esses homens musculosos estejam com tudo. Os ombros do meu marido, debaixo do paletó, são uma delícia”, fala Roberta Santana. Fã do tipo atlético, ela adora a segurança que o braço do amado proporciona. “Me sinto protegida”, confessa.

Juliana Saldanha saía apenas com meninos que vinham direto da academia. “Mas eles eram vazios. Sem papo, sem nada para falar”, dispara. Ela ainda gosta dos magrinhos bem educados.“Eu prefiro meu ‘mal educado’, nada sensível. Não gostaria de ter um namorado que soubesse mais sobre moda ou cosméticos dos que eu”, diz Ana Maria Britto. “Se ele ainda for musculoso, bem feitinho, aí sim eu me derreto”.

Outra que adora os beefcakes - desde sempre - é Susane Marcatto. “Quando eu devia gostar de metrossexuais? Quem quer um homem que parece nem ter saído da puberdade ainda?”, diz.

Não se sabe o que trouxe esse padrão de homem de volta ao centro das atenções. Para Tania, eles sumiram do mapa por uns tempos por culpa do capitalismo. Isso mesmo. Com tudo fácil, automatizado, limpinho, sofisticado, até homens heterossexuais se descobrem um pouco afeminados ou gays. “Num mundo sem sexo e com muito dinheiro e estilo, não há espaço para um beefcake. Porque você não precisa de um homem desse tipo se pode fazer suas cortinas subirem e descerem com apenas um botão”, assinalou.

Mas agora estão de volta, graças à crise. Na hora do desespero - nível das águas subindo e preços das casas baixando - você vai preferir uns bons braços para se acolher. “Mais do que nunca, melhor ter um homem que pode fazer coisas por você, construir casas, plantar vegetais e tosar ovelhas”, filosofou, em tom de brincadeira.

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Para Tania, o sexo é ainda a forma mais barata de entretenimento - e até em tempos de crise todo mundo pode fazer. E ela duvida um pouco que os metro sejam tão bons quanto os beefcakes. Ai, só provando para ver!

Por Sabrina Passos (MBPress)

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