A camisinha furou. E agora?

A camisinha furou E agora

Você se achou a mais esperta das mulheres, fazendo tudo como manda o protocolo. Foi para a cama com ele, mas se negou a fazer sem camisinha. Até aí agiu certísssima! O problema é que ela estourou e tudo que você não quer é correr o risco de uma gravidez indesejada.

Então, vamos por partes. Primeiro saiba que a camisinha não estoura com tanta facilidade, então não é preciso pânico. Geralmente, só rompe se mal colocada ou com ar dentro. Verifique o prazo de validade antes de colocar porque não é aconselhável usar camisinhas com mais de três anos de fabricação. Elas devem ter selo de garantia e, de preferência, terem sido fabricadas no Brasil. E preste atenção na embalagem, veja se não está furada.

Outro cuidado é saber onde a camisinha é guardada ou como é transportada. Ela não deve ficar exposta ao sol, nem levada na carteira, bolso de trás da calça, agenda ou porta níquel. O atrito constante pode danificar o produto. E não use duas camisinhas no intuito de se proteger melhor. Isso aumenta a chance de rompimentos.

Mas se todas as precauções foram tomadas e a camisinha se rompeu. Aí, uma opção é partir para o contraceptivo de emergência - ou a pílula do dia seguinte. Normalmente se tem até cinco dias para tomar esse medicamento e garantir a eficácia de 95% prometida pelos fabricantes. Mas quanto antes tomar, melhor. Trata-se de remédio controlado e, portanto, deveria ser vendido apenas com prescrição médica. Mas não é.

Em quase todas as farmácias é possível encontrar a pílula e comprar, sem maiores problemas. “Mas é preciso estar alerta. Essa pílula deve ser tomada apenas em casos de emergência mesmo. Não deve ser usada como rotina devido às altas quantidades de hormônios que tem”, explica o ginecologista Nilson Roberto de Melo. “Ela foi divulgada como se fosse isenta de efeitos colaterais. Mas não é”, completa Hugo Miyahira, vice-presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro.

Depois de ingeridas, as pílulas desse tipo podem causar enjoo, dor de cabeça e até vômito e dor nas mamas, em alguns casos. “O fígado fica sobrecarregado e, no caso de a menina estar grávida sem saber e mesmo assim ingerir a pílula, pode interferir no crescimento da genitália da criança”, alerta Hugo. Isso porque as altas doses de hormônios ingeridos influenciam no desenvolvimento do feto.

No caso de não gravidez, a menstruação deve descer no dia esperado, mas pode adiantar ou atrasar alguns dias. No caso de atraso maior que sete dias, um teste de gravidez deve aliviar as dúvidas.

A camisinha deve agüentar até o homem ejacular, mas no caso de transas mais prolongadas ou com pouca lubrificação, pode ser que rasgue sem você perceber. Então, fique sempre de olho para garantir que está tudo bem lá embaixo. E, apenas numa emergência, recorra às pílulas do dia seguinte. “Ela não é o melhor método contraceptivo, mas representa uma realidade. Deve ser usada apenas quando existir grande possibilidade de gravidez”, lembra Nilson.

Esse tipo de pílula não protege contra doenças sexualmente transmissíveis nem contra Aids. Além disso, com ressaltou Nelson, não devem ser usadas sempre. “Existem outros métodos anticoncepcionais bem mais eficientes”, finaliza Nilson.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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