5 dicas para não ter nojo de sexo oral

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iStock/sakkmesterke

Apesar de percebermos claramente que a quantidade de informações sobre sexo tenha aumentado, esse fator não fez com que certas práticas fossem percebidas de maneira menos repulsiva. Para algumas mulheres, fazer ou receber sexo oral é algo nojento, fora de cogitação. Sexo anal, então? Nem pensar!

Esse bloqueio impede o casal de experimentar coisas novas e de perceber que os sexos oral e anal dão sim, muito prazer, desde que feitos com cuidado, proteção e depois de muita conversa a dois. "Sobre o sexo oral, o que pega é nosso aprendizado em relação à genitália feminina, escondida, pouco explorada. Ela é vista como suja, com cheiro ruim, feia e, portanto, nojenta", diz a urologista e terapeuta sexual Sylvia Marzano.

Segundo a especialista, esta é a percepção das mulheres com 40 anos ou mais. As mais jovens, cujo aprendizado e curiosidade sobre o assunto é maior, buscam conhecer mais o corpo e aceitam essa modalidade de exercício da sexualidade com mais prazer. "Em relação ao sexo anal, o desconhecimento de que se pode ter prazer com ele, que causa dor e que é algo errado, e que só garotas de programa praticam, são ponderações que as mulheres se fazem na hora de ceder ao pedido de seus parceiros".

Geralmente a mulher não gosta de ser beijada após ter recebido sexo oral, por achar nojento, e não gosta de fazer sexo oral no parceiro por ter medo de engolir pelos e sêmen e por alegar que o pênis tem cheiro de urina. Para minimizar esse grau de repulsa, é preciso ressaltar que o casal deve se preparar para o ato sexual. E isso inclui o banho sim!

A terapeuta esclarece que o homem produz uma secreção chamada esmegma, das Glândulas de Tyson (aquela pontinhas brancas que ficam ao redor da glande - cabeça do pênis), durante as horas, principalmente se ficam com o prepúcio fechado. Isso provoca um cheio bem ruim e faz com que as mulheres tenham enjoo. E as mulheres, urinando várias vezes no dia, ficam com um cheiro desagradável, que une secreção vaginal, restos de urina e de papel higiênico. Aí, fica difícil mesmo ter tesão.

"Outro ponto importante: corrimento não é normal. É necessário consultar um especialista regularmente e fazer a devida higienização com água e sabonete", orienta Dra. Sylvia. No caso do sexo anal é preciso excitação e lubrificação por parte da mulher. E o uso obrigatório de preservativo. Sem ele os homens podem contrair infecções por bactérias comuns no intestino.

Para iniciar uma mudança de visão, o que vale nessa hora é a mulher estar ciente de que seu corpo pode ser uma fonte inesgotável de prazer. Conforme explica a especialista, a parceira deve conhecer suas genitais. Sentir o quanto são macias, que têm uma lubrificação na excitação, e que, se estiverem bem limpas e sem doenças, não ficarão com cheiro ruim.

"Sem o conhecimento do que é ‘normal’ para ser realizado a dois, e sem a limpeza dos velhos mitos e preconceitos, só a prática sexual não vai fazer com que a mulher progrida e tenha mais prazer." O mesmo vale para o homem. Ele faz porque os amigos falaram, porque viu no filme, porque acha que é assim com todas as mulheres. Por isso, eles também devem eliminar conceitos inadequados e construir novos. "Se isso for feito a dois, melhor ainda!"

Dra. Sylvia Marzano fez uma listinha que vai ajudar você a lidar melhor com as questões sexuais:

Aprenda sobre seu corpo - experimente o gosto da sua vulva e vagina (sempre oriento a mulher a tomar banho, e colocar o dedo na vagina e lamber, para sentir que não tem gosto nem cheiro ruim)

Conheça sobre as potencialidades de excitação de seu corpo - quais as zonas que lhe dão prazer - o corpo é seu e nada é proibido.

Cinco contra um - a masturbação é muito importante e pode ser uma arma boa de preparação para a prática do sexo anal.

Diálogo aberto - Converse muito com o parceiro e coloque suas expectativas e medos.

Orientação é sempre bem-vinda Busque um profissional terapeuta sexual para ajudar.


Por Juliana Falcão (MBPress)

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