Você conhece uma sushiwoman?

Você conhece uma sushiwoman

Foto Arquivo Pessoal/Ana Paula Mundstock

Sushiwoman já é realidade sim em alguns restaurantes espalhados pelo Brasil. No Rio Grande do Sul, por exemplo, quem elabora temakis ou sashimis é Ana Paula Mundstock, fonoaudióloga que resolveu abandonar a carreira e investir na gastronomia.

Conforme a tradição oriental, mulheres não podem elaborar sushis e seus derivados porque a temperatura das mãos sofre alterações (ficam muito quentes) por causa dos hormônios, o que interfere no sabor dos alimentos.

A sushiwoman explica que na verdade é uma questão mais cultural - a mulher não podia manipular facas, nem ter um lugar de destaque na cozinha. “Acho que isso já está ultrapassado, minhas mãos são super frias e consigo perfeitamente preparar o sushi”, ressalta.

Antes de abrir o próprio negócio, o restaurante Heiansushi, em Porto Alegre, Ana Paula foi a São Paulo fazer o curso de sushiman no Clube do Sushi. Isso há seis anos. Apesar de ser a única aluna da sala na época, não sofreu preconceitos. Hoje em dia, ela já conhece outras profissionais de Brasília e São Paulo, mas não em sua própria cidade.

Sua história é de empreendedorismo. Depois de vender sushis na praia, ela conseguiu inaugurar o seu espaço, que recebeu convidados ilustres, como a modelo Gisele Bündchen. “Lembro que ela experimentou Camarões Empanados e outros partos quentes”, conta.

Depois disso, ela investiu somente em tele entregas e na produção de jantares em domicílio. E atualmente está prestes a lançar no mercado uma de suas criações, o sanduíche oriental, feito com salmão, gergelim e outros temperos. A receita é um segredo guardado a sete chaves.

Por Juliana Lopes

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