Tapas, os aperitivos espanhóis

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Assim como os petiscos dos botequins, tapas são tira-gostos frios ou quentes servidos antes das refeições espanholas. Podem até substituir o almoço completo devido a sua praticidade.

Geralmente são degustados em pratinhos ou tigelas individuais com o auxílio de garfos. Nessas mini-porções estão embutidos diversos, entre eles, chouriço, morcela, jamón (presunto crú), queijos, salchichón (salame espanhol) e azeitonas.

“Também são consumidos no meio da manhã ou nas noites de sábado. Por isso, existem diversos bares de tapas em toda a Espanha”, ressalta Ana Maria Cerioni, professora de língua espanhola que morou em Madrid durante sete anos.

No cardápio há também peixes em conserva e frutos do mar, principalmente lulas e camarões frios, esses mais característicos da região norte. “Não podemos nos esquecer das várias tortillas, clássicas omeletes espanholas feitas com batatas e cebolas”, explica o chef Rodrigo Carnevalli.

Ana Maria ainda lembra das empanadas, pimentões e cogumelos. Mas o seu preferido é o escabeche de berinjela e camarões, que sua mãe costumava fazer nas reuniões de família. Em sua lista estão também as tortillas típicas, os pimentões assados, o chouriço, os anéis de lulas, o queijo manchego - feito com leite de ovelha e produzido na região da Castilha La Mancha.

Sandra Picos, chef do restaurante La Coruña, explica que existem diversas versões para a origem do prato típico. Alguns historiadores afirmam que os tapas serviam de tampa, daí o nome. Ficavam em cima dos copos para proteger das moscas.

“Outros defendem que os quitutes nasceram nas pontes de vendas para agradar as bocas e gargantas dos viajantes. Eles não queriam interromper a sua viagem nem para comer”, adiciona. E, por fim, ainda existe a tese de que seja uma influência dos árabes, povo conhecido por seus antepastos (“mezzes”) que invadiu e permaneceu na Península Ibérica (Portugal e Espanha) por muitos anos.

Por Juliana Lopes

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