“Progressive Dinner”, já ouviu falar?

O nome em inglês é “ progressive dinner’ e traduzido ao pé da letra seria “jantar progressivo”. Pode soar estranho mas a idéia é ótima: é uma maneira de receber coletivamente, ou seja: vários vizinhos de um mesmo prédio ou condomínio se organizam para ser os anfitriões por turnos.

Na Europa e nos Estados Unidos a moda já pegou e funciona mais ou menos assim: das 8 às 9 da noite, aperitivos no segundo andar. Das 9 às 9h45, entradas no quinto andar. Das 9h45 as 10h30, primeiro prato no décimo. Das 10h30 às 11h15, o pessoal do sétimo oferece o segundo prato e das 11h30 em diante a sobremesa e cafezinho ficam por conta do casal que mora no sexto andar.

Naturalmente pode haver uma série de variações no formato e horário do evento mas as vantagens são várias:

1 - Para quem recebe, é muito mais fácil organizar apenas uma “rodada” da noite e, durante o resto do tempo, desfrutar como convidado nas outras etapas.

2 - É muito mais econômico, dependendo do número de participantes é possível até mesmo rachar as despesas de eventuais garçons e copeiras contratados.

3- As pessoas interagem muito mais: dependendo de como está sendo

organizada a noite, cada participante pode convidar um, dois ou mais casais, misturando grupos e assuntos.

4 - Todos ficam “acordados” muito mais tempo - a mudança de cena e ambientes proporciona uma movimentação que acaba animando até mesmo os mais tímidos a participar.

É claro que, como toda novidade, requer um mínimo de espírito esportivo e organização para que não ocorram - literalmente - acidentes de percurso.

Alguns requisitos importantes:

1- Antecedência no planejamento e um certo rigor no que diz respeito a horários para que a noite não desande ou hajam desencontros e mal entendidos.

2- No caso de haver convidados de fora do condomínio é preciso deixar na portaria uma lista com os horários. Assim, a medida que as pessoas chegam, podem ser encaminhadas ao andar (ou unidade) onde a festa acontece naquele momento.

3- Comunicação entre os anfitriões: é preciso que conversem entre si informando o que será servido para que não sejam apresentadas receitas com paladares conflitantes ou redundantes.

É claro não falta quem critique alegando que esta é apenas uma forma de complicar em vez de simplificar a vida. Pessoalmente acho ótimo: é uma forma divertida de opor-se ao individualismo e reclusão, promovendo uma confraternização que só pode ser benéfica entre pessoas que vivem tão próximas. E também de olhar além da soleira da nossa porta, percebendo outras possibilidades, cultivando amizades. Respirando e degustando novos aroma e sabores - promovendo enfim uma verdadeira festa dos sentidos !

Jornalista, escritora e palestrante, Claudia Matarazzo é autora de vários livros sobre etiqueta e comportamento: “Visual, uma questão pessoal”, “Negócios Negócios - Etiqueta faz parte”, “Amante Elegante - Um Guia de Etiqueta a Dois”, "Casamento sem Frescura", "net.com.classe", "Beleza 10", "Case e Arrase - um guia para seu grande dia", "Gafe não é Pecado" e "Etiqueta sem Frescura"

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