O tal do “pão do Tone”

É Natal! Não vamos discutir as inúmeras versões e alegações acerca do Natal em si. Eu acredito e pronto! Acredito que alguma força se movimenta nessa época, agindo positivamente e contribuindo para que, nem que seja por um dia, o mundo seja um lugar mais justo e solidário.

O assunto aqui é gastronomia e vou comentar sobre um produto que, fatalmente, estará na mesa de 10 entre 10 brasileiros: o Panetone.

Entre as várias versões existentes sobre a origem desse famoso e tradicional alimento natalino, algumas mais notórias acabam por chamar atenção. De acordo com uma delas, um padeiro de Milão chamado Tone, em aproximadamente 900 d.C., fez um pão e misturou nele alguns ingredientes como frutas secas e nozes. Fez tanto sucesso que ficou conhecido como “pane di Tone” ou “pão do Tone” ou, simplesmente, Panetone. Essa pode nem ser a verdade, mas é a que eu acho mais bacana.

Outra versão diz que, entre os séculos XIII e XIV, um outro italiano, também de Milão, chamado Ughetto, estava apaixonado por uma mulher chamada Adalgisa e, para poder ficar junto a ela, arrumou trabalho na padaria do pai da moça. Durante o trabalho, criou um pão especial, o qual conquistou tanto a filha quanto o pai. E assim sendo, seu patrão deu a mão de sua filha a Ughetto (sem dúvida, a mais romântica das versões).

Em uma terceira versão, um chef de cuisine chamado Gian Galeazzo Visconti, o duque de Milão (sim, nessa época os melhores cozinheiros eram agraciados pelas côrtes com títulos de nobreza), em 1395 criou um pão diferente para uma festa, e este fez muito sucesso por causa de seu sabor. Estava então criado o Panetone.

Hoje em dia existe até mesmo o panetone salgado, produzido pelas boas padarias especialmente para as festas. Panetone, Chocotone, sei lá, o nome não importa. O fato é que não existe Natal sem eles.

Que você tenha o mais maravilhoso Natal de sua vida!

Um grande abraço

Colunista do Vila Sabor, o Chef Rodrigo Anunciato é formado em gastronomia pelo Senac e professor titular da Faculdade de Gastronomia da UniSantos.

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